{"id":2878,"date":"2023-10-06T16:02:14","date_gmt":"2023-10-06T16:02:14","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/?p=2878"},"modified":"2023-10-07T15:16:14","modified_gmt":"2023-10-07T15:16:14","slug":"a-pombagem-14-anos-de-arte-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/a-pombagem-14-anos-de-arte-popular\/","title":{"rendered":"A Pombagem, 14 anos de arte popular<br><span style=\"font-size:16px\">Paula\u00a0Luciano<\/span>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Setembro 2022. Pombos e Pombas em frente \u00e0 Casa do Museu Popular da Bahia no bairro Fazenda Grande do Retiro, Salvador-BA. Foto de Paula Luciano.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A rua \u00e9 a abertura de uma passagem tempor\u00e1ria que manifesta o espa\u00e7o em movimentos m\u00faltiplos e acolhe de forma absoluta, institucionalizada ou n\u00e3o, legalizada ou n\u00e3o, a marcha de quem por ela percorre o caminho. A rua \u00e9 a parte do meio, a parte que conecta as inst\u00e2ncias p\u00fablicas, privadas, ocupadas e modificadas. A rua \u00e9 o palco sem pe\u00e7a. \u00c9 a travessia dos mundos e das dimens\u00f5es de peculiaridades sob concretos, \u00e0s vezes at\u00e9 a dimens\u00e3o abstrata do linguajar repetitivo de atribuir-lhes nomes. Nela, tudo acontece. Se limita somente quando no flagra se exp\u00f5e ou \u00e9 exposta. Portanto, \u00e9 o canal de liberdade da travessia dos corpos em movimento. A rua \u00e9 igualmente o espa\u00e7o onde transitam os pombos e as pombas, melhor dizendo, os integrantes do Grupo de Arte Popular A Pombagem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com o intuito de adentrar o contexto sociocultural que aqui se constr\u00f3i, podemos dizer que a hist\u00f3ria dos seres em movimentos m\u00faltiplos da Pombagem ora tomava um aspecto de pombos \u00e0 deriva, ora o aspecto de pombos sujos \u00e0 luz da elite sem cor. Nas noites em que as sombras se iludiam, os primeiros pombos garimpavam as rimas da po\u00e9tica visual transmutadas nas ruas, em outras palavras, a poesia e o grafite. Aos pombos sujos, como se internalizou o nome do grupo, ofere\u00e7o, tal qual pomba tardia, tra\u00e7ar uma narrativa da hist\u00f3ria do Grupo de Arte Popular A Pombagem e dedico esse tempo de encontro a partir do instante em que passo a integrar e construir arquivos de mem\u00f3ria frente aos processos e atos de <em>pombageria<\/em>.<\/p>\n<p><figure><center><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/273243586-3c1c2e25-76fe-4ee9-add3-e89b7802ad7f.jpg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">A Pombagem no Congresso UFBA em mar\u00e7o de 2023 no campus Ondina, Salvador-BA. Foto: todos os direitos reservados.<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O Grupo de Arte Popular A Pombagem surgiu na Fazenda Grande do Retiro, um bairro perif\u00e9rico da cidade de Salvador, no estado da Bahia, em 8 de outubro de 2009. A ideia foi posta em pr\u00e1tica a partir do encontro de tr\u00eas pombos fil\u00f3sofos, poetas e grafiteiros. Entendeu-se, naquele momento, a imprescindibilidade da arte como uma a\u00e7\u00e3o aplicada a um espa\u00e7o compartilhado, acess\u00edvel e inclusivo, sendo a rua sua esfera de exibi\u00e7\u00e3o. O nome A Pombagem veio em refer\u00eancia aos pombos sujos, forma como podem ser vistos os pombos das pra\u00e7as p\u00fablicas, principalmente pela perspectiva higienizadora das sociedades de classe. Como muitas vezes passavam a noite em atividade po\u00e9tica ou grafiteira, a compara\u00e7\u00e3o veio como alarme e liberta\u00e7\u00e3o. Alarme, pela viol\u00eancia opressora que \u00e9 gerada. Liberta\u00e7\u00e3o, pelo movimento de se expressar sem receio \u00e0s consequ\u00eancias. O Grupo de Arte Popular manifesta suas v\u00e1rias formas art\u00edsticas, sendo o teatro de rua sua express\u00e3o principal,  a poesia e suas rimas nas batalhas de versos que se remendam em pra\u00e7as, as rodas de conversa rumam \u00e0 uma conscientiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e cultural coletiva assim como cada especificidade de express\u00e3o que entornam a montagem teatral e suas dissidentes licen\u00e7as po\u00e9ticas. O coletivo integra igualmente a Periferia Brasileira de Letras \u2013 PBL, por criar uma linguagem ampliada perpassada pela corporeidade e pela oralidade <sup class=\"modern-footnotes-footnote \" data-mfn=\"1\" data-mfn-post-scope=\"00000000000005de0000000000000000_2878\"><a href=\"javascript:void(0)\"  role=\"button\" aria-pressed=\"false\" aria-describedby=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_2878-1\">1<\/a><\/sup><span id=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_2878-1\" role=\"tooltip\" class=\"modern-footnotes-footnote__note\" tabindex=\"0\" data-mfn=\"1\">BRITO Fabr\u00edcio. Artigo &#8220;Um olhar sobre o teatro de rua brasileiro e a sua diversidade a partir do XXII Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua&#8221;. Salvador,  XVII Enecult &#8211; encontro de estudos multidisciplinares em cultura, 2021. <\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para al\u00e9m de um movimento bairrista sociocultural dos origin\u00e1rios da Fazenda Grande do Retiro, as a\u00e7\u00f5es do Grupo de Arte Popular A Pombagem contribuem para a hist\u00f3ria pol\u00edtica e reivindicadora que se mobiliza na regi\u00e3o. Menciono, por exemplo, a Festa do Lixo que aconteceu no bairro entre os anos de 1975 e 1985, onde os moradores recolhiam o lixo dos entornos e marchavam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Imprensa Oficial do Estado da Bahia, institui\u00e7\u00e3o estadual localizada de frente \u00e0 Pra\u00e7a dos Trovadores, onde se encontra o busto a Catulo da Paix\u00e3o Cearense, poeta do sert\u00e3o. Na Festa do Lixo, se estabeleciam as for\u00e7as necess\u00e1rias para lutar contra a precariza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os perif\u00e9ricos ao cessar de maneira injustific\u00e1vel a coleta do lixo posto \u00e0s portas dos moradores. A festa representou uma marcha em protesto pelo direito \u00e0 sanitiza\u00e7\u00e3o das ruas, por consequ\u00eancia, uma demanda de respeito ao cidad\u00e3o perif\u00e9rico e seu gesto de independ\u00eancia.<\/p>\n<p><figure><center><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/273243584-0499aab9-611e-44fd-b4c3-492e6c142dbc.jpg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Setembro de 2019. Pombos e Pombas reunidos ao redor do Busto \u00e0 Catulo da Paix\u00e3o Cearense no bairro da Fazenda Grande do Retiro, Salvador-BA. Foto de Paula Luciano.<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No contexto de movimento de teatro de rua na cidade de Salvador, cidade onde se insere o bairro da Fazenda Grande do Retiro, se concretizou a cria\u00e7\u00e3o da Rede Brasileira de Teatro de Rua (BRTR) em mar\u00e7o de 2007, se tornando assim a cidade sede para o seu primeiro encontro de interc\u00e2mbio nacional. Esse encontro ficou conhecido como \u201cA roda girou em Salvador\u201d. Os coletivos que se associaram \u00e0 Rede tinham como objetivo o compromisso com a horizontalidade de decis\u00f5es, a democracia, a inclus\u00e3o, a ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico como palco para a arte, dentre outras responsabilidades. Em 2019, a roda voltou a girar em Salvador, quando o Grupo de Arte Popular A Pombagem, na lideran\u00e7a de Fabr\u00edcio Brito, recebeu o XXII Encontro da BRTR simbolicamente na cidade fundadora da Rede. Foi para esse evento que recebi o convite para fazer o registro audiovisual as apresenta\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas na programa\u00e7\u00e3o do encontro. Foi nesse momento que meu envolvimento com o grupo e, posteriormente, o meu tornar-se pomba aconteceu.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">As ruas do centro de Salvador ficaram mais coloridas com o cortejo que inaugurou o evento: saindo da concentra\u00e7\u00e3o no Largo do Campo Grande e findando no Terreiro de Jesus. Todos os grupos visitantes marcharam em dire\u00e7\u00e3o ao Pelourinho. Coletivos de teatro de rua de todo o pa\u00eds se reuniram para o encontro. Eram os pernas-de-pau descendo a ladeira, era m\u00fasica tocando folia, eram os pombos cantando as can\u00e7\u00f5es do \u201cMuseu \u00e9 a Rua\u201d, t\u00edtulo pelo qual ficou conhecido as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas do grupo. O evento fez seu encerramento com a leitura de uma Carta P\u00fablica. Todos os grupos participaram de sua reda\u00e7\u00e3o da carta e trouxeram homenagens, novas responsabilidades para os coletivos e demandaram por direitos e reconhecimento ao artista de rua, tais como a abertura de Editais a partir de leis de fomento. Demandaram, acima de tudo, respeito aos artistas e a promessa de uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria, a partir da reivindica\u00e7\u00e3o da liberdade de compartilhar e acessar os espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A apresenta\u00e7\u00e3o intitulada \u201cO Museu \u00e9 a Rua\u201d traz \u00e0 tona a discuss\u00e3o sobre a atividade museal como um movimento social e cultural mais abrangente, para al\u00e9m das paredes curatoriais dos museus tradicionais. Prop\u00f5e-se, dessa forma, a rua como um lugar de mem\u00f3ria, onde o conjunto de concreto simb\u00f3lico possa servir como base educacional, comunit\u00e1ria e patrimonial. Como proposta do segundo projeto que participei como artista do audiovisual, e que serviu de base para o v\u00eddeo documental-po\u00e9tico \u201cA POMBAGEM: O Museu \u00e9 a Rua\u201d, foram selecionadas algumas pra\u00e7as de relev\u00e2ncia simb\u00f3lica e hist\u00f3rico-cultural. Cada pra\u00e7a selecionada expunha um monumento de figuras que revolucionaram a hist\u00f3ria da cidade. E cada apresenta\u00e7\u00e3o tomava a forma metaf\u00f3rica de um monumento em rela\u00e7\u00e3o direta com a viv\u00eancia do grupo naquela jornada, naquele instante, naquele lugar, como por exemplo a est\u00e1tua de Maria Quit\u00e9ria monumentada no Largo da Soledade no bairro da Liberdade. O teatro de rua n\u00e3o come\u00e7a ao som do toque de uma batuta tr\u00eas vezes repetidas para alertar o p\u00fablico que a cortina vai abrir. Algumas horas antes do espet\u00e1culo, o grupo se re\u00fane e come\u00e7a a ocupa\u00e7\u00e3o aos poucos: instalando os os adere\u00e7os e os cavaletes, vestindo o figurino e delineando as maquiagens e, principalmente, estipulando uma conex\u00e3o direta com um poss\u00edvel p\u00fablico, que caminha de passagem pelos os entornos ou que ali mesma se instala em moradias sem teto.  A improvisa\u00e7\u00e3o teatral se eleva para uma experi\u00eancia comunit\u00e1ria completa, humana e concretizada. Elementos espont\u00e2neos s\u00e3o integrados \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o e o p\u00fablico tem direito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o direta quando os cavaletes em tela branca se abrem para receberem o fazer art\u00edstico, o \u00e1pice dos atos de <em>pombageria<\/em> compartilhados. Ap\u00f3s o espet\u00e1culo, grupo e p\u00fablico se sentam em roda de conversa e o di\u00e1logo \u00e9 aberto de forma democr\u00e1tica e horizontal, momento de livre express\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de uma conscientiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica sobre arte e acesso aos espa\u00e7os p\u00fablicos. A apresenta\u00e7\u00e3o se encerra quando os passos tomam rumo e o ciclo daquela intera\u00e7\u00e3o se encerra. A experi\u00eancia museal se fez, por consequ\u00eancia, viva e pulsante.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em 2022, o Grupo de Arte Popular ganhou uma sede que ficou conhecida como Casa do Museu Popular da Bahia, localizada no bairro da Fazenda Grande do Retiro. A Casa do Museu embarca desde o acervo de objetos das apresenta\u00e7\u00f5es do teatro de rua at\u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o mais grandiosa de dinamizar o museu comunit\u00e1rio. A arte-educa\u00e7\u00e3o e a pesquisa transcultural s\u00e3o aspectos essenciais na proposta de Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial e Museologia Popular. A inaugura\u00e7\u00e3o da Casa do Museu ocorreu no dia 2 de julho, data simb\u00f3lica para a Independ\u00eancia da Bahia de 1823 e para a hist\u00f3ria cultural do grupo. Nesse dia, o cortejo da Pombagem caminha em dire\u00e7\u00e3o ao Chafariz da Cabocla, no Largo dos Aflitos e, em seguida, em dire\u00e7\u00e3o ao Monumento ao Dois de Julho, onde fica o monumento do caboclo armado de arco e flecha, localizada no Largo do Campo Grande. A representatividade do caboclo e da cabocla faz juz \u00e0 um patrim\u00f4nio material e imaterial assim como atende aos encantos e encontros dos artistas marginais<sup class=\"modern-footnotes-footnote \" data-mfn=\"2\" data-mfn-post-scope=\"00000000000005de0000000000000000_2878\"><a href=\"javascript:void(0)\"  role=\"button\" aria-pressed=\"false\" aria-describedby=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_2878-2\">2<\/a><\/sup><span id=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_2878-2\" role=\"tooltip\" class=\"modern-footnotes-footnote__note\" tabindex=\"0\" data-mfn=\"2\"> RIBEIRO, Manuela. Disserta\u00e7\u00e3o &#8220;A Roda do teatro de rua girou no chafariz da cabocla e aconteceu um museu&#8221;. Salvador, UFBA, 2019. <\/span>.  Portanto, esses s\u00edmbolos culturais expostos em monumentos integram, de forma transcendental e educativa, os movimentos s\u00f3cio-hist\u00f3ricos e express\u00f5es art\u00edsticas no espet\u00e1culo &#8220;O Museu \u00e9 a Rua&#8221;.<\/p>\n<p><figure><center><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/273243576-d02ad783-83e9-4c48-8be3-883705889127.jpg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Fabr\u00edcio Brito e Janete Brito recebem o Certificado de Ponto de Cultura pelas m\u00e3os de Margareth Menezes na sede do MinC em Bras\u00edlia.Foto de Fabiano Piuba, Junho de 2023.<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure>\n<figure><center><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/273243579-aef9afa3-a170-4b8a-9795-f5d0f6a6d868.jpg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Fabr\u00edcio Brito e Janete Brito recebem o Certificado de Ponto de Cultura pelas m\u00e3os de Fernanda Castro na sede do MinC em Bras\u00edlia. Foto de Fabiano Piuba, Junho de 2023.<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A Casa do Museu Popular da Bahia recebeu, no meio desse ano, o certificado de Ponto de Mem\u00f3ria pelas m\u00e3os da Ministra da Cultura Margareth Menezes e pelas m\u00e3os de Fernanda Castro \u00e0 convite do Instituto Brasileiro de Museus. Esse momento representa um marco na hist\u00f3ria do Grupo de Arte Popular A Pombagem, uma vez que atribui ao grupo o reconhecimento de um trabalho educativo, comunit\u00e1rio, art\u00edstico, museol\u00f3gico e cultural profundo e transformador, pois fortalece a base cultural das comunidades em que atua. No dia 8 de outubro deste ano A Pombagem comemora 14 anos. Devemos comemorar para al\u00e9m de seus reconhecimentos e feitos  institucionais, mas a engenhosidade de sobreviver e se reinventar a cada instante num mundo em que pouco se julga a precariza\u00e7\u00e3o como viol\u00eancia. Devemos comemorar com o intuito de celebrar a mem\u00f3ria dos que j\u00e1 partiram em consequ\u00eancia de tais viol\u00eancias, como nosso irm\u00e3o Perdido. Devemos comemorar o abrigo que a Casa do Museu nutri com o fazer arte e o matar a fome. Devemos comemorar a eleg\u00e2ncia dos nossos artistas de rua que ocupam a cidade em prol da arte como educa\u00e7\u00e3o essencial. Devemos comemorar os 14 anos como um respiro a mais de potenciais em atos de surgimento, os de liberdade e de vitalidade art\u00edstica. Viva o teatro de rua! Viva a Casa do Museu Popular da Bahia! Viva a Pombagem!<\/p>\n<p><figure><center><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/273243572-af918f15-2773-4ba8-ab08-ee0240a6b0d5.jpg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Setembro 2019. Retrato de Perdido, nosso caboclo das matas (<em>in memoriam<\/em>). Largo do Tanque, Salvador-BA. Foto de Paula Luciano.<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure>\n<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\">\n<h3 class=\"modern-footnotes-list-heading modern-footnotes-list-heading--hide-for-print\">Notas<\/h3><ul class=\"modern-footnotes-list modern-footnotes-list--hide-for-print\"><li><span>1<\/span><div>BRITO Fabr\u00edcio. Artigo &#8220;Um olhar sobre o teatro de rua brasileiro e a sua diversidade a partir do XXII Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua&#8221;. Salvador,  XVII Enecult &#8211; encontro de estudos multidisciplinares em cultura, 2021. <\/div><\/li><li><span>2<\/span><div> RIBEIRO, Manuela. Disserta\u00e7\u00e3o &#8220;A Roda do teatro de rua girou no chafariz da cabocla e aconteceu um museu&#8221;. Salvador, UFBA, 2019. <\/div><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo, Paula Luciano conta um pouco da hist\u00f3ria do Grupo de Arte Popular A Pombagem, que completa 14 anos de atividade.<span>&#91;&#8230;&#93;<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":2882,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_FSMCFIC_featured_image_caption":"","_FSMCFIC_featured_image_nocaption":"","_FSMCFIC_featured_image_hide":"","footnotes":""},"categories":[4,48,75,71],"tags":[204,203,167,202,205,201,206,65,207],"class_list":["post-2878","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-cultura","category-performance-urbana","category-poeticas","tag-arte-popular","tag-arte-urbana","tag-bahia","tag-paula-luciano","tag-poetica","tag-pombagem","tag-salvador","tag-sociedade","tag-teatro"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2878","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2878"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2878\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2908,"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2878\/revisions\/2908"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2882"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}