{"id":3558,"date":"2024-06-26T15:18:12","date_gmt":"2024-06-26T15:18:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/?p=3558"},"modified":"2024-06-26T15:18:13","modified_gmt":"2024-06-26T15:18:13","slug":"dende-materia-prima-para-um-futuro-sustentaveledson-barcelos-da-silvamarcio-turra-de-avila","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/dende-materia-prima-para-um-futuro-sustentaveledson-barcelos-da-silvamarcio-turra-de-avila\/","title":{"rendered":"Dend\u00ea, mat\u00e9ria prima para um futuro sustent\u00e1vel<br><span style=\"font-size:16px\">Edson Barcelos da Silva<br>M\u00e1rcio Turra de \u00c1vila<\/span>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">O dend\u00ea. Fonte: Dom\u00ednio p\u00fablico<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><a href=\"http:\/\/static.sites.sbq.org.br\/rvq.sbq.org.br\/pdf\/v11n4a06.pdf\">Em 2015, a avia\u00e7\u00e3o civil consumiu por volta de 177 bilh\u00f5es de litros de querosene derivado de petr\u00f3leo (QAv)<\/a>, movimentando mais de 25000 aeronaves e 6 bilh\u00f5es de passageiros, o que gerou cerca de 781 milh\u00f5es de toneladas de di\u00f3xido de carbono (CO2), correspondendo a 2% de toda a emiss\u00e3o antr\u00f3pica desse g\u00e1s de efeito estufa (GEE). <a href=\"https:\/\/www.novacana.com\/noticias\/brasil-potencial-produzir-6-bilhoes-litros-saf-cana-141123\">Segundo estudo de 2022 realizado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP)<\/a>, o volume de QAv demandado atualmente \u00e9 estimado num patamar acima de 400 bilh\u00f5es de litros anuais, tornando ainda mais preocupante a produ\u00e7\u00e3o de CO2, que deve ser reduzida sob pena da temperatura m\u00e9dia global atingir n\u00edveis que causem danos irrevers\u00edveis ao planeta. Para que esse prop\u00f3sito seja atingido, a utiliza\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis para produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis aeron\u00e1uticos configura-se como uma alternativa absolutamente promissora, o que confere \u00e0 palma de \u00f3leo um papel de destaque, haja vista ser a cultura oleaginosa que mais produz \u00f3leo no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A palma de \u00f3leo ou dend\u00ea, <a href=\"https:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/infoteca\/bitstream\/doc\/1056562\/1\/DOC423Ainfo.pdf\">vegetal de origem africana que chegou ao Brasil no per\u00edodo colonial<\/a>, possibilita vasto fornecimento de \u00f3leo (<a href=\"https:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/bitstream\/doc\/391512\/1\/Doc.246.pdf\">5 toneladas por hectare ou mais<\/a>), considerado o maior entre as culturas oleaginosas agronomicamente dominadas, sendo que sua relevante produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos (coprodutos) apresenta forte indicativo para diversos usos alternativos. O dendezeiro destaca-se por sua acentuada capacidade de imobilizar o carbono atmosf\u00e9rico, permitir reflorestar \u00e1reas degradadas, ser cultivado em solos \u00e1cidos e pobres, restaurar o balan\u00e7o h\u00eddrico e liberar oxig\u00eanio. Pelo processamento de cada tonelada de seus frutos frescos \u00e9 obtido largo espectro de produtos (a soma percentual total expressa n\u00famero maior que 100%, pois h\u00e1 inser\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no processo de extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo):<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align:justify\">\u00d3leo de palma ou de dend\u00ea (20%), destinado a in\u00fameros usos nos campos aliment\u00edcio e bioenerg\u00e9tico;<\/li>\n<li style=\"text-align:justify\">\u00d3leo de palmiste (1,5%), insumo particularmente interessante \u00e0 ind\u00fastria oleoqu\u00edmica e \u00e0s empresas fabricantes de cosm\u00e9ticos e de sab\u00f5es especiais de elevada qualidade;<\/li>\n<li style=\"text-align:justify\">Torta de palmiste (3,5%), normalmente utilizada na cadeia alimentar de esp\u00e9cies animais destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de carne (prote\u00edna animal);<\/li>\n<li style=\"text-align:justify\">Material lignocelul\u00f3sico como cascas (12%), fibras (5%) e cachos vazios ou enga\u00e7os (22%) direcionados \u00e0s caldeiras para gera\u00e7\u00e3o de vapor e eletricidade ou, em \u00faltimo caso, retornados ao campo como fertilizantes org\u00e2nicos;<\/li>\n<li style=\"text-align:justify\">Efluente l\u00edquido (POME, <em>Palm Oil Mill Efluent<\/em>, 50%), com consider\u00e1vel potencial para produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s e biofertilizante, embora seja, em muitas usinas, tratado em lagoas abertas sem a captura de gases de efeito estufa.<\/li>\n<\/ul>\n<p><center><\/p>\n<figure>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/95fjYg4.jpeg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">\u00d3leo de palma extra\u00eddo no sul de Roraima. Foto: Ca\u00edque Rodrigues<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Contendo poder calor\u00edfico m\u00e9dio de 15000 kJ\/kg, os res\u00edduos lignocelul\u00f3sicos (enga\u00e7os, fibras e cascas) s\u00e3o considerados como importante combust\u00edvel de alimenta\u00e7\u00e3o de caldeiras para gera\u00e7\u00e3o de vapor necess\u00e1rio ao processamento industrial. Se queimados em <a href=\"https:\/\/blog.coontrol.com.br\/eficiencia-energetica-de-caldeiras-por-que-e-tao-importante\/\">caldeiras de alta efici\u00eancia energ\u00e9tica<\/a>, permitem o fornecimento de vapor e eletricidade no conhecido e j\u00e1 difundido <a href=\"http:\/\/www.inee.org.br\/forum_co_geracao.asp\">processo de cogera\u00e7\u00e3o<\/a>, o que torna poss\u00edvel se pensar na utiliza\u00e7\u00e3o de parte desses res\u00edduos para obten\u00e7\u00e3o de vapor e energia demandados pelo <a href=\"https:\/\/www.novacana.com\/noticias\/producao-de-etanol-milho-torna-mato-grosso-estado-potencial-plantio-florestas-20200214\">processamento de milho na fabrica\u00e7\u00e3o de etanol que, comumente, emprega biomassa de eucalipto no Brasil<\/a>. Esse aspecto em particular abre um fant\u00e1stico precedente quanto \u00e0 inerente <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1putfQ9KOoiQ8OjWD0nX-MSw0C3bzx9t-\/view\">integra\u00e7\u00e3o agroindustrial entre as culturas do milho e do dend\u00ea<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No que tange ao efluente l\u00edquido resultante da produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma, sua destina\u00e7\u00e3o correta \u00e9 imperiosa, pois seu elevado teor de mat\u00e9ria org\u00e2nica torna-o um problema ambiental, se descartado inadequadamente. Dado seu grande potencial metanog\u00eanico, aplica\u00e7\u00f5es como a verificada na <a href=\"https:\/\/atenaeditora.com.br\/catalogo\/post\/biodigestao-de-pome-como-alternativa-energetica-e-ambiental-em-planta-de-producao-de-oleo-de-palma\">Usina de Puerto Salgar (Col\u00f4mbia)<\/a> reportam que a biodigest\u00e3o anaer\u00f3bica do POME permite alcan\u00e7ar produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 25 litros de biog\u00e1s por litro de efluente, conferindo redu\u00e7\u00e3o de 93% em sua carga org\u00e2nica e alta disponibilidade de combust\u00edvel para gera\u00e7\u00e3o de energia a partir de fontes n\u00e3o convencionais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Brasil, a produ\u00e7\u00e3o de palma se d\u00e1 praticamente na regi\u00e3o Norte. Embora o <a href=\"http:\/\/www.abrapalma.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ABRAPALMA-Tudo-Sobre-Palma.pdf\">zoneamento agroecol\u00f3gico publicado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria<\/a>, em 2010, tenha ressaltado o potencial estrat\u00e9gico de expans\u00e3o da cultura em \u00e1reas degradadas da floresta amaz\u00f4nica (de 7,3 a 22,3 milh\u00f5es de hectares), as tentativas de expans\u00e3o, visando inclusive a produ\u00e7\u00e3o de biodiesel, enfrentaram v\u00e1rios obst\u00e1culos t\u00e9cnicos e econ\u00f4micos. Atualmente, a \u00e1rea destinada ao cultivo de dend\u00ea no Brasil n\u00e3o ultrapassa 300 mil hectares.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo esse zoneamento, os estados do Acre, Mato Grosso, Rond\u00f4nia e Roraima somam mais de 14 milh\u00f5es de hectares aptos para o cultivo de dend\u00ea (entre as \u00e1reas preferenciais \u2013 sem necessidade de irriga\u00e7\u00e3o \u2013 e regulares \u2013 com irriga\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria), significando cerca de 70% a mais que <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/producao-de-cana-deve-crescer-no-brasil-mas-area-plantada-sera-menor-em-2022-23\/\">toda a \u00e1rea plantada com cana-de-a\u00e7\u00facar no Brasil<\/a>. No estado de Mato Grosso, a franca expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho \u2013 dependente de eucalipto para suprir a demanda energ\u00e9tica do processo \u2013 poderia, eventualmente, ser abastecida pela biomassa residual da agroind\u00fastria de \u00f3leo de palma a ser obtida dos 200 mil hectares de \u00e1rea degradada com aptid\u00e3o preferencial ou dos 6,8 milh\u00f5es de hectares com aptid\u00e3o regular; isto \u00e9, exigindo t\u00e9cnicas de irriga\u00e7\u00e3o para seu pleno desenvolvimento. Nessa condi\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/infoteca\/bitstream\/doc\/571899\/1\/comtec146.pdf\">cada planta imp\u00f5e um volume di\u00e1rio de \u00e1gua de 166 litros<\/a>, em m\u00e9dia, durante todo o per\u00edodo de estiagem, j\u00e1 que no per\u00edodo chuvoso da regi\u00e3o as precipita\u00e7\u00f5es suprem as necessidades h\u00eddricas da cultura agr\u00edcola. Esse aspecto em particular \u00e9 extremamente importante no que se refere ao estabelecimento de pol\u00edticas p\u00fablicas para o setor, pois demanda investimentos que devem ser analisados, uma vez que h\u00e1 exig\u00eancia de recursos financeiros consider\u00e1veis e amplos volumes de \u00e1gua em tempos em que o pa\u00eds enfrenta crises h\u00eddricas.<\/p>\n<p><center><\/p>\n<figure>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/vrmaiAa.jpeg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Planta\u00e7\u00e3o de dend\u00ea no sul de Roraima. Foto: Oseias Martins\/Rede Amaz\u00f4nica<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Tendo como refer\u00eancia o contexto representado pelo setor dendeicultor, \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel o estabelecimento de compara\u00e7\u00f5es com a agroind\u00fastria da cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Assim sendo, depreende-se que a cana-de-a\u00e7\u00facar e a palma de \u00f3leo s\u00e3o culturas que expressam profunda similaridade no que se refere ao fornecimento de seus principais produtos (caldo de sacarose e \u00f3leo vegetal, respectivamente) e de res\u00edduos, significando os dois sistemas agr\u00edcolas, em escala comercial, com os maiores valores de produ\u00e7\u00e3o bioenerg\u00e9tica de que se tem not\u00edcia (de um hectare de cana ou de dend\u00ea se extraem valores equivalentes de energia, algo em torno de 400000 MJ). O aspecto mais relevante relacionado a essa quest\u00e3o \u00e9 que essas mesmas culturas se desenvolvem bastante bem em solo brasileiro, sendo que toda a experi\u00eancia angariada ao longo de mais de cinco s\u00e9culos produzindo cana-de-a\u00e7\u00facar pode e deve ser empregada para a expans\u00e3o da \u00e1rea cultivada com palma de \u00f3leo no Brasil. Pode-se afirmar, sem sombra de d\u00favidas, que o dend\u00ea est\u00e1 para a Regi\u00e3o Norte assim como a cana-de-a\u00e7\u00facar est\u00e1 para o Centro-Sul do pa\u00eds, permitindo a proje\u00e7\u00e3o de inquestion\u00e1vel desenvolvimento para a por\u00e7\u00e3o setentrional brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Resta esclarecer que, de um modo geral, a agricultura familiar e a popula\u00e7\u00e3o rural sofrem impacto positivo no entorno dos empreendimentos agroindustriais com a palma de \u00f3leo, em decorr\u00eancia da oferta de trabalho de qualidade e com sal\u00e1rios superiores aos vigentes na regi\u00e3o, da melhoria da seguran\u00e7a alimentar e do bem estar das fam\u00edlias pelo aumento da renda domiciliar, e da consequente redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o sobre os recursos naturais, notadamente na ca\u00e7a, pesca, extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira, carv\u00e3o, etc., pelo atendimento das necessidades m\u00ednimas da comunidade em fun\u00e7\u00e3o da massa salarial que passa a circular locorregionalmente, gerando diversas oportunidades sociais e econ\u00f4micas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ainda \u00e9 importante salientar que a compara\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas atuais com pr\u00e1ticas de d\u00e9cadas ou s\u00e9culos atr\u00e1s n\u00e3o apresenta base minimamente racional. As cr\u00edticas que se fazem \u00e0 cultura do dend\u00ea equivalem \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da cana-de-a\u00e7\u00facar na Zona da Mata, no s\u00e9culo XVI, ou do caf\u00e9 na Mata Atl\u00e2ntica, no s\u00e9culo XIX, o que \u00e9 inconceb\u00edvel atualmente. No entanto, \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio entender que o aproveitamento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel de \u00e1reas degradadas pode ser ferramenta de prote\u00e7\u00e3o ambiental ao gerar oportunidades \u00e0 comunidade local, que n\u00e3o sair\u00e1 de l\u00e1 e precisa de alternativas sustent\u00e1veis de renda. A simples proibi\u00e7\u00e3o imponderada de qualquer atividade na Amaz\u00f4nia Legal, ignorando as necessidades econ\u00f4micas da sua popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apresenta fundamento contributivo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com base em tudo o que foi exposto, \u00e9 plenamente dedut\u00edvel que o Brasil se coloca com grande aptid\u00e3o para o cultivo do dend\u00ea e para o fomento \u00e0 sua correspondente agroind\u00fastria, com reais condi\u00e7\u00f5es de vir a contribuir com uma avia\u00e7\u00e3o mais sustent\u00e1vel a partir da modifica\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica das opera\u00e7\u00f5es de voo brasileiras.<\/p>\n<p><figure>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/0RaTwul.png\"><br \/>\n<\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Edson Barcelos da Silva<\/strong><br \/><em>Possui gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Agron\u00f4mica pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa (1977), mestrado em Biologia (Ecologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (1984) e doutorado em Sciences Agronomiques (Am\u00e9lioration des Plantes) &#8211; Universit\u00e9 Montpellier 2 &#8211; Sciences et Techniques (1998). Atualmente \u00e9 pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Agronomia, com \u00eanfase em Dendeicultura, atuando principalmente nos seguintes temas: dend\u00ea, Elaeis guineensis, Elaeis oleifera, melhoramento gen\u00e9tico, diversidade gen\u00e9tica, germoplasma e sistema de produ\u00e7\u00e3o. A\u00e7a\u00ed: germoplasma e melhoramento gen\u00e9tico.<\/em><\/p>\n<p><figure>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/Eoy0oct.png\"><br \/>\n<\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>M\u00e1rcio Turra de \u00c1vila<\/strong><br \/><em>Possui gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Mec\u00e2nica Plena pela Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (1990), mestrado em Engenharia T\u00e9rmica (Motores de Combust\u00e3o Interna) pela Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (1994) e doutorado em Engenharia T\u00e9rmica (Motores de Combust\u00e3o Interna) pela Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (2003). \u00c9 professor do Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica (DEMec) da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar).<br \/>Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Engenharia Mec\u00e2nica, com \u00eanfase em Engenharia T\u00e9rmica, atuando principalmente nos seguintes temas: bioenergia, biomassa, combust\u00edveis renov\u00e1veis (etanol, biodiesel, \u00f3leos vegetais) e motores de combust\u00e3o interna.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">O globo passa por um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica decorrente da necessidade de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de gases do efeito estufa (GEE). A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica \u00e9 um processo natural \u00e0 humanidade. Passamos da tra\u00e7\u00e3o humana para a animal, do fogo para a energia hidra\u00falica, do vapor para a eletricidade. Agora, temos de pensar o que vir\u00e1 ap\u00f3s o petr\u00f3leo. O Brasil est\u00e1 empenhado na quest\u00e3o e prop\u00f5e alternativas. O Brasil tem 48% de energia renov\u00e1vel em sua matriz energ\u00e9tica. A m\u00e9dia mundial \u00e9 de 15%. Esse sucesso nacional adv\u00e9m de v\u00e1rios fatores. Nossa geografia, nosso clima, nossa agricultura e nosso conhecimento cient\u00edfico s\u00e3o determinantes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica n\u00e3o se resume \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia, ela \u00e9 um processo hol\u00edstico que afeta a sociedade como um todo. Meio ambiente, gest\u00e3o de res\u00edduos, efici\u00eancia energ\u00e9tica, sustentabilidade, renda e emprego s\u00e3o alguns dos temas envolvidos, eis ent\u00e3o a pertin\u00eancia da discuss\u00e3o levantada por Edson Barcelos da Silva e M\u00e1rcio Turra de \u00c1vila. Os autores apresentam o dend\u00ea, ou \u00f3leo de palma, como um pot\u00eancial combust\u00edvel aeron\u00e1utico. O processamento do dend\u00ea fornece uma gama de produtos, como o \u00f3leo de dend\u00ea e o efluente l\u00edquido. A cultura do dend\u00ea gera desenvolvimento e preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Leia o texto de Edson Barcelos e M\u00e1rcio Turra publicado aqui no Coletivo Brasil e descubra mais sobre o dend\u00ea.<\/p>\n<p><span>&#91;&#8230;&#93;<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":3564,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_FSMCFIC_featured_image_caption":"","_FSMCFIC_featured_image_nocaption":"","_FSMCFIC_featured_image_hide":"","footnotes":""},"categories":[4,79,47],"tags":[56,355,353,351,356,352,354,253,357],"class_list":["post-3558","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-ciencia","category-coletivos-institucionais","tag-brasil","tag-combustivel","tag-dende","tag-edson-barcelos-da-silva","tag-energia-sustentavel","tag-marcio-turra-de-avila","tag-oleo-de-palma","tag-sustentabilidade","tag-transicao-energetica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3558","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3558"}],"version-history":[{"count":12,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3558\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3575,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3558\/revisions\/3575"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3564"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3558"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3558"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3558"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}