{"id":3547,"date":"2024-06-19T15:29:12","date_gmt":"2024-06-19T15:29:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/?p=3547"},"modified":"2024-06-19T15:29:12","modified_gmt":"2024-06-19T15:29:12","slug":"a-quem-interessa-o-futebol-como-reserva-masculina","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/a-quem-interessa-o-futebol-como-reserva-masculina\/","title":{"rendered":"A quem interessa o futebol como reserva masculina?<br><span style=\"font-size:16px\">Carolina Farias Moraes<\/span>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">O Sport Club Internacional coloca as cores do arco-\u00edris na bandeira de escanteio do est\u00e1dio Beira-Rio no dia do orgulho LGBTQI+ em 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A express\u00e3o &#8220;Somos o Pa\u00eds do Futebol&#8221; \u00e9 frequentemente indicada como um privil\u00e9gio nacional. Hipoteticamente, se isso \u00e9 verdade, \u00e9 incontest\u00e1vel que <em>Somos o Pa\u00eds do futebol masculino<\/em> (Goellner, 2014; Moraes, 2018). \u00c9 fundamental reconhecer o futebol como um aspecto importante da nossa identidade nacional (Ortiz, 2006). Al\u00e9m disso, a pesquisadora Simoni Guedes (2014) salienta que &#8220;o futebol tem se mostrado como um ve\u00edculo quase insuper\u00e1vel para a produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de discursos sobre a na\u00e7\u00e3o e o &#8216;povo brasileiro'&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Este texto visa explorar tr\u00eas temas principais: i. o futebol como reduto da masculinidade; ii. o ato de torcer como um direito: torcidas e coletivos LGBTQIA+; iii. o futebol como uma forma de resist\u00eancia. A partir do convite para contribuir com este texto durante o m\u00eas da visibilidade LGBTQIA+<sup class=\"modern-footnotes-footnote \" data-mfn=\"1\" data-mfn-post-scope=\"00000000000005de0000000000000000_3547\"><a href=\"javascript:void(0)\"  role=\"button\" aria-pressed=\"false\" aria-describedby=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3547-1\">1<\/a><\/sup><span id=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3547-1\" role=\"tooltip\" class=\"modern-footnotes-footnote__note\" tabindex=\"0\" data-mfn=\"1\">Junho \u00e9 reconhecido internacionalmente como o m\u00eas do Orgulho LGBTQIA+. Este per\u00edodo \u00e9 dedicado a intensificar o di\u00e1logo sobre quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade e a promover maior equidade social. Al\u00e9m disso, busca-se reduzir os preconceitos enfrentados por indiv\u00edduos LGBTQIA+, enfatizando a import\u00e2ncia da aceita\u00e7\u00e3o e da inclus\u00e3o em todos os aspectos da sociedade.<\/span>, buscaremos entender: <em>se o futebol \u00e9 para todos, qual \u00e9 o nosso espa\u00e7o?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Permitam-me apresentar-me: meu nome \u00e9 Carolina Moraes. Em 2014, tive a chance de realizar um desejo antigo: trabalhar com futebol<sup class=\"modern-footnotes-footnote \" data-mfn=\"2\" data-mfn-post-scope=\"00000000000005de0000000000000000_3547\"><a href=\"javascript:void(0)\"  role=\"button\" aria-pressed=\"false\" aria-describedby=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3547-2\">2<\/a><\/sup><span id=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3547-2\" role=\"tooltip\" class=\"modern-footnotes-footnote__note\" tabindex=\"0\" data-mfn=\"2\">Contratada pela ONG A\u00e7\u00e3o Educativa, tive uma das experi\u00eancias mais significativas de minha carreira profissional atuando na secretaria executiva do Mundial de Futebol de Rua. Evento de grande repercuss\u00e3o que possibilitou permanecer avan\u00e7ar no tema e no trabalho com as Redes: Brasileira de Futebol e Cultura e Paulista de Futebol de Rua.<\/span>. Essa experi\u00eancia me motivou a realizar uma pesquisa de mestrado<sup class=\"modern-footnotes-footnote \" data-mfn=\"3\" data-mfn-post-scope=\"00000000000005de0000000000000000_3547\"><a href=\"javascript:void(0)\"  role=\"button\" aria-pressed=\"false\" aria-describedby=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3547-3\">3<\/a><\/sup><span id=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3547-3\" role=\"tooltip\" class=\"modern-footnotes-footnote__note\" tabindex=\"0\" data-mfn=\"3\">Para acessar: https:\/\/repositorio.ufba.br\/handle\/ri\/30758.<\/span> e aprofundar-me no tema que tanto aprecio. Atualmente, dedico-me ao estudo de futebol, g\u00eanero e cultura. Este enfoque \u00e9 particularmente relevante, pois, como mulher l\u00e9sbica, participo ativamente de v\u00e1rios est\u00e1dios de futebol atrav\u00e9s do projeto &#8220;Elas na Torcida&#8221;<sup class=\"modern-footnotes-footnote \" data-mfn=\"4\" data-mfn-post-scope=\"00000000000005de0000000000000000_3547\"><a href=\"javascript:void(0)\"  role=\"button\" aria-pressed=\"false\" aria-describedby=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3547-4\">4<\/a><\/sup><span id=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3547-4\" role=\"tooltip\" class=\"modern-footnotes-footnote__note\" tabindex=\"0\" data-mfn=\"4\">Para acessar: https:\/\/elasnatorcida.com\/.<\/span>.<\/p>\n<h2><em>Futebol<\/em> : Um Reduto de Masculinidade e Virilidade<\/h2>\n<p style=\"text-align:justify\">O futebol est\u00e1 intrinsecamente associado \u00e0 masculinidade e virilidade, uma conex\u00e3o que n\u00e3o ocorre por acaso (Bandeira, 2010). Desde cedo, os homens s\u00e3o introduzidos ao futebol como um ritual de sociabilidade, apoiado por fam\u00edlia, amigos, escola e outros n\u00facleos sociais. Este v\u00ednculo com o futebol amplifica uma representa\u00e7\u00e3o de masculinidade e virilidade (Noronha, 2016; Guedes, 1982). Importante salientar que a proximidade ou o interesse por algo em nossas vidas frequentemente vem da possibilidade de experiment\u00e1-lo. Aqui, destaco que n\u00e3o me refiro apenas a jogar futebol, na pr\u00e1tica, mas a todo o contexto social que envolve o esporte, especialmente o ato de torcer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Franzini (2005) nos desafia com a pergunta: &#8220;Qual o lugar da mulher no pa\u00eds do futebol?&#8221; Ele argumenta que a inclus\u00e3o das mulheres implica uma subvers\u00e3o da ordem vigente, desafiando a manuten\u00e7\u00e3o de uma &#8220;ordem&#8221; e &#8220;l\u00f3gica&#8221; que as marginaliza. Tradicionalmente, o futebol \u00e9 um espa\u00e7o onde a for\u00e7a, garra e robustez s\u00e3o valorizadas, sendo esses campos e arquibancadas dominados por valores patriarcais, onde a masculinidade \u00e9 exaltada quase como um ritual.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A manifesta\u00e7\u00e3o da masculinidade no futebol ocorre em v\u00e1rias formas, desde a exalta\u00e7\u00e3o da for\u00e7a f\u00edsica at\u00e9 a repress\u00e3o de comportamentos considerados femininos. Neste contexto, o futebol se torna um espa\u00e7o seguro para os homens expressarem suas emo\u00e7\u00f5es \u2014 como choro, abra\u00e7os e comemora\u00e7\u00f5es efusivas \u2014 que seriam percebidas como vulnerabilidades em outros ambientes. Esse cen\u00e1rio cria um ambiente onde qualquer desvio do comportamento esperado \u00e9 ridicularizado e exclu\u00eddo, perpetuando os padr\u00f5es de masculinidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A reflex\u00e3o se estende ao papel das mulheres nos est\u00e1dios, muitas das quais enfrentam preconceitos simplesmente por quererem participar. Essa resist\u00eancia pode ser entendida como uma defesa de um espa\u00e7o considerado exclusivamente masculino (Dunning; Maguirre, 1997). Assim, comportamentos geralmente reprimidos em outros contextos sociais, como palavr\u00f5es e xingamentos, s\u00e3o tolerados no est\u00e1dio, visto como um local de escape e relaxamento (Da\u00f3lio, 1997). Por\u00e9m, quando as mulheres tentam compartilhar esses espa\u00e7os, surgem tens\u00f5es e negocia\u00e7\u00f5es. A participa\u00e7\u00e3o feminina no futebol \u00e9 frequentemente minimizada sob o preconceito de que elas n\u00e3o compreendem o jogo (Souza, 1996). Isso nos leva a refletir sobre a necessidade de desconstruir essas barreiras e criar pr\u00e1ticas inclusivas que permitam a todas as pessoas, independentemente de g\u00eanero, experimentar e desfrutar do futebol.<\/p>\n<h2>Existir para Resistir: Torcidas e Coletivos LGBTQIAP+<\/h2>\n<p style=\"text-align:justify\">Para a comunidade LGBTQIA+, o futebol representa um desafio. A cultura machista e homof\u00f3bica dos est\u00e1dios faz com que muitos torcedores LGBTQIA+ se sintam exclu\u00eddos e inseguros. Diversos coletivos enfrentam preconceitos e viol\u00eancia, mas continuam a lutar por um ambiente mais acolhedor e democr\u00e1tico nos est\u00e1dios.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A luta desses grupos \u00e9 fundamental para desconstruir os preconceitos e abrir espa\u00e7o para uma maior diversidade. A resist\u00eancia e a luta dos coletivos LGBTQIA+ n\u00e3o s\u00e3o apenas sobre aceita\u00e7\u00e3o, mas sobre redefinir o que significa \u201ctorcer\u201d e quem pode ocupar esses espa\u00e7os. A imagem a seguir mostra um crescimento significativo de torcidas:<\/p>\n<p><center><\/p>\n<figure>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/eSOCx4q.jpeg\" style=\"margin-bottom:10px\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/S3IMlZF.jpeg\" style=\"margin-bottom:10px\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/0CLHcsu.jpeg\" style=\"margin-bottom:10px\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Levantamento feito por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ocontraataque\/?hl=pt-br\">O Contra-Ataque<\/a>.<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para a comunidade LGBTQIA+, o futebol \u00e9 mais do que um desafio; \u00e9 uma arena de luta significativa contra a cultura machista e homof\u00f3bica prevalente nos est\u00e1dios. Tais coletivos enfrentam uma batalha constante contra preconceitos e viol\u00eancia, persistindo em seus esfor\u00e7os para criar um ambiente mais acolhedor e democr\u00e1tico nos est\u00e1dios.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A resist\u00eancia desses grupos \u00e9 crucial n\u00e3o apenas para a aceita\u00e7\u00e3o, mas para redefinir os pr\u00f3prios conceitos \u201cdo que \u00e9 torcer\u201d e de pertencimento aos espa\u00e7os tradicionalmente masculinos do futebol. Apesar do esporte ser dominado por uma cultura que celebra a virilidade, ele tamb\u00e9m apresenta contradi\u00e7\u00f5es evidentes, como a permiss\u00e3o para express\u00f5es de vulnerabilidade emocional \u2014 abra\u00e7os e comemora\u00e7\u00f5es intensas s\u00e3o comuns, por exemplo. No entanto, a inclus\u00e3o plena de torcedores LGBTQIA+ e mulheres ainda enfrenta barreiras significativas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O futebol n\u00e3o apenas reflete, mas tamb\u00e9m influencia a sociedade brasileira, repleta de desafios sociais como racismo, homofobia e misoginia. As mudan\u00e7as nas pr\u00e1ticas de torcer, impulsionadas pelos movimentos identit\u00e1rios que ganharam for\u00e7a nos \u00faltimos anos, mostram progressos not\u00e1veis. Estas transforma\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o imposi\u00e7\u00f5es de cima para baixo de organiza\u00e7\u00f5es como clubes ou federa\u00e7\u00f5es, mas iniciativas nascidas nas pr\u00f3prias arquibancadas, refletindo um compromisso crescente com a igualdade e a justi\u00e7a social.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Esses avan\u00e7os s\u00e3o um testemunho da capacidade do futebol de se reinventar como um espa\u00e7o de inclus\u00e3o e respeito m\u00fatuo. Embora haja resist\u00eancia, as a\u00e7\u00f5es dos torcedores mostram que \u00e9 poss\u00edvel caminhar em dire\u00e7\u00e3o a um futebol livre de opress\u00f5es, tornando-o verdadeiramente um esporte para todos.<\/p>\n<p><center><\/p>\n<figure>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/7PHvrR0.jpeg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Em 2020, o jogador German Cano, ergueu a bandeirinha de escanteio na comemora\u00e7\u00e3o, com as cores do arco-\u00edris. Foto: Nayra Halm\/Ag\u00eancia O Dia\/Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por fim, \u00e9 essencial que a comunidade do futebol realmente se engaje nesta causa. \u00c9 importante que clubes, dirigentes, confedera\u00e7\u00f5es e jogadores atuem como suportes e exemplos nesta luta. A nossa sociedade se reflete no campo, e o campo, por sua vez, se reflete nas arquibancadas e vice-versa. Portanto, a transforma\u00e7\u00e3o do futebol em um espa\u00e7o acolhedor, democr\u00e1tico e diverso passa tamb\u00e9m pela compreens\u00e3o de seu aspecto pol\u00edtico.<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias<\/h2>\n<p>ALFONSI, Daniela; CAMPOS, Fl\u00e1vio de (Org.). Futebol objeto das ci\u00eancias humanas. S\u00e3o Paulo: Leya, 2014.<\/p>\n<p>BANDEIRA, Gustavo Andrade; SEFFNER, Fernando. Futebol, G\u00eanero, Masculinidade e Homofobia: Um jogo dentro do jogo. Espa\u00e7o Plural. Ano XIV. N\u00ba 29. 2\u00ba Semestre 2013. p. 246 \u2013 270. ISSN 1981-478X 24. 2013.<\/p>\n<p>BONFIM, Aira; MORAES, Carolina. Mulher no Futebol: no campo e nas arquibancadas. In: STEFANO, Daniela; MENDON\u00c7A, Luiza (Orgs.). Direitos Humanos no Brasil 2016: Relat\u00f3rio da Rede Social de Justi\u00e7a e Direitos Humanos. S\u00e3o Paulo: Editora Outras Express\u00f5es, 2016.<\/p>\n<p>DAMATTA, Roberto (Org.) e outros. Universo do Futebol: esporte e sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982.<\/p>\n<p>DUNNING, Eric &amp; Maguirre, Joseph (1997). \u201cAs rela\u00e7\u00f5es entre os sexos no esporte\u201d. Revista de Estudos Feministas, IFCS\/UFRJ, Rio de Janeiro, vol. 5, n.2, pp. 321-348.<\/p>\n<p>ELIAS, Norbert; DUNNING, Eric. A busca da excita\u00e7\u00e3o. Lisboa: DIFEL, 1992.<\/p>\n<p>FRANZINI, F\u00e1bio. Futebol \u00e9 \u201ccoisa pra macho\u201d? Pequeno esbo\u00e7o para uma hist\u00f3ria das mulheres no pa\u00eds do futebol. Revista Brasileira de Hist\u00f3ria. S\u00e3o Paulo, v.25, n.50, p. 315-3. 11.jan. 2005. Dispon\u00edvel em: . Acesso em: 31 mai. 2015.<\/p>\n<p>GOELLNER, Silvana Vilodre. Mulheres e futebol no Brasil: entre sombras e visibilidades. Ver. Bras. Educ. F\u00eds. Esp. S\u00e3o Paulo, v.19 n.2, abr\/jun. 2005.<\/p>\n<p>GUEDES, Simoni Lahud. A D\u00e1diva e os Di\u00e1logos Identit\u00e1rios atrav\u00e9s das Copas do Mundo no Brasil. In ALFONSI, Daniela; CAMPOS, Fl\u00e1vio de (Org.). Futebol objeto das ci\u00eancias humanas. S\u00e3o Paulo: Leya, 2014.<\/p>\n<p>KNIJNIK, Jorge Dorfman. G\u00eanero e esporte: masculinidades e feminilidades. (Sport: Hist\u00f3ria). Rio de Janeiro: Apicuri, 2010.<\/p>\n<p>MORAES, Carolina Farias. As torcedoras querem (poder) torcer. 2018. 157 f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Cultura e Sociedade) &#8211; Instituto de Humanidades, Artes e Ci\u00eancias Prof. Milton Santos, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2018.<br \/>\nNORONHA, Marcelo Pizarro. Futebol \u00e9 coisa de mulher. Um estudo etnogr\u00e1fico sobre o \u201clugar\u201d feminino no futebol club\u00edstico. 2010. 233p. Tese (Doutorado em Ci\u00eancias Sociais) \u2013 Universidade do Vale do Rio dos Sinos &#8211; UNISINOS, Escola de Humanidades, S\u00e3o Leopoldo, 2010.<\/p>\n<p>ORTIZ, Renato. Cultura Brasileira &amp; Identidade Nacional. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 2006.<\/p>\n<p>OLIVEIRA, G. L.; PEREIRA, M. M.; FERNANDES, E. G. Muito mais que um jogo: Torcidas ativistas e a defesa coletiva de causas contenciosas no futebol. Teoria &amp; Pesquisa: Revista de Ci\u00eancia Pol\u00edtica, S\u00e3o Carlos, v. 33, n. 00, e024004, 2024. e-ISSN: 2236-0107. DOI: https:\/\/doi.org\/10.14244\/tp.v33i00.1058<\/p>\n<p>PINTO, Maur\u00edcio Rodrigues. Pelo direito de torcer: das torcidas gays aos movimentos de torcedores contr\u00e1rios ao machismo e \u00e0 homofobia no futebol. 2017. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Ci\u00eancias) \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; USP, Escola de Artes, Ci\u00eancias e Humanidades, S\u00e3o Paulo, 2017.<\/p>\n<p><figure>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/t1bi7pO.jpeg\"><br \/>\n<\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;font-style:italic\"><strong>Carolina Farias Moraes<\/strong><br \/>\u00c9 mestre pelo Programa Multidisciplinar de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia &#8211; UFBA, \u00e9 especialista em sociopsicologia pela Funda\u00e7\u00e3o Escola de Sociologia e Pol\u00edtica de S\u00e3o Paulo e licenciada em Ci\u00eancias Sociais pelo Centro Universit\u00e1rio Funda\u00e7\u00e3o Santo Andr\u00e9. Desde 2014 trabalha com futebol, quando atuou no secretaria executiva do Mundial de Futebol de Rua. Atualmente, desenvolve trabalho volunt\u00e1rio com a Rede Paulista de Futebol de Rua.<\/p>\n<h3 class=\"modern-footnotes-list-heading modern-footnotes-list-heading--hide-for-print\">Notas<\/h3><ul class=\"modern-footnotes-list modern-footnotes-list--hide-for-print\"><li><span>1<\/span><div>Junho \u00e9 reconhecido internacionalmente como o m\u00eas do Orgulho LGBTQIA+. Este per\u00edodo \u00e9 dedicado a intensificar o di\u00e1logo sobre quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade e a promover maior equidade social. Al\u00e9m disso, busca-se reduzir os preconceitos enfrentados por indiv\u00edduos LGBTQIA+, enfatizando a import\u00e2ncia da aceita\u00e7\u00e3o e da inclus\u00e3o em todos os aspectos da sociedade.<\/div><\/li><li><span>2<\/span><div>Contratada pela ONG A\u00e7\u00e3o Educativa, tive uma das experi\u00eancias mais significativas de minha carreira profissional atuando na secretaria executiva do Mundial de Futebol de Rua. Evento de grande repercuss\u00e3o que possibilitou permanecer avan\u00e7ar no tema e no trabalho com as Redes: Brasileira de Futebol e Cultura e Paulista de Futebol de Rua.<\/div><\/li><li><span>3<\/span><div>Para acessar: https:\/\/repositorio.ufba.br\/handle\/ri\/30758.<\/div><\/li><li><span>4<\/span><div>Para acessar: https:\/\/elasnatorcida.com\/.<\/div><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">O Brasil \u00e9 o pa\u00eds do futebol. Essa m\u00e1xima pode at\u00e9 ser verdadeira, mas o futebol \u00e9 um espa\u00e7o acolhedor para todos? Neste texto, Carolina Farias Moraes analisa a rela\u00e7\u00e3o entre futebol e as popula\u00e7\u00f5es LGBTQIA+. Para a compreens\u00e3o da quest\u00e3o, Carolina elenca tr\u00eas temas: o futebol \u00e9 um reduto da masculinidade, torcer \u00e9 um direito e o futebol pode ser uma forma de resist\u00eancia.<\/p>\n<p> <span>&#91;&#8230;&#93;<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":3548,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_FSMCFIC_featured_image_caption":"","_FSMCFIC_featured_image_nocaption":"","_FSMCFIC_featured_image_hide":"","footnotes":""},"categories":[4,85,49],"tags":[56,347,164,348,350,349],"class_list":["post-3547","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-lgbtqia","category-movimentos","tag-brasil","tag-carolina-farias-moraes","tag-diversidade","tag-futebol","tag-lgbtqia","tag-torcidas"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3547"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3547\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3554,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3547\/revisions\/3554"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3548"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}