{"id":3200,"date":"2024-02-23T15:29:30","date_gmt":"2024-02-23T15:29:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/?p=3200"},"modified":"2024-02-29T14:35:41","modified_gmt":"2024-02-29T14:35:41","slug":"ressentimento-em-meio-a-riqueza-elementos-para-uma-geografia-brasileira-do-descontentamento-e-da-polarizacao-politica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/ressentimento-em-meio-a-riqueza-elementos-para-uma-geografia-brasileira-do-descontentamento-e-da-polarizacao-politica\/","title":{"rendered":"Ressentimento em meio \u00e0 riqueza <br><span style=\"font-size:20px\">Elementos para uma geografia brasileira do descontentamento e da polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/span><br><span style=\"font-size:16px\">Aristides Monteiro Neto<\/span>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">O porto de Paranagu\u00e1 esta juntando a produ\u00e7\u00e3o do interior do Brasil com a globalisa\u00e7\u00e3o. Tal processo questiona as identidades e gera ansiedades entre os atores. Foto: Jonathan Campos\/Arquivo\/Gazeta do Povo<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Reino Unido, EUA, \u00c1ustria, Holanda, Alemanha, Fran\u00e7a, Espanha, Portugal, Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Argentina e Brasil s\u00e3o alguns dos pa\u00edses democr\u00e1ticos onde movimentos pol\u00edticos de direita e ultradireita tiveram ascens\u00e3o nesta \u00faltima d\u00e9cada. As motiva\u00e7\u00f5es para tal n\u00e3o s\u00e3o exatamente as mesmas, mas parecem se perfilar ao lado do sentimento de desilus\u00e3o com as promessas da democracia. Sem d\u00favida, a crise financeira global de 2008\/2009 pode ser considerada um gatilho para esse processo de desencanto. Esta crise gerou impactos negativos duradouros sobre desemprego nos mercados de trabalho, amplia\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de ociosidade no mercado de bens e servi\u00e7os e queda do produto interno bruto em v\u00e1rios pa\u00edses, sendo os grupos et\u00e1rios mais jovens os mais afetados. Uma d\u00e9cada depois, quando se imaginava que a recess\u00e3o poderia ficar para tr\u00e1s, veio a pandemia da Covid-19 com efeitos perturbadores sobre o quadro pret\u00e9rito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Nesses pa\u00edses as comunidades pol\u00edticas t\u00eam estado mais divididas e mais antagonizadas quanto a suas aspira\u00e7\u00f5es e perspectivas. As posi\u00e7\u00f5es antissistema foram se tornando mais presentes, o grau de descontentamento com o <em>status quo<\/em> do capitalismo democr\u00e1tico muito mais elevado que em qualquer \u00e9poca desde a segunda guerra mundial. Algumas explica\u00e7\u00f5es para as controv\u00e9rsias atuais est\u00e3o sendo buscadas na geografia: regi\u00f5es que sofrem de prolongado decl\u00ednio econ\u00f4mico ou ainda regi\u00f5es que se sentem deixadas para tr\u00e1s por parte das pol\u00edticas governamentais t\u00eam se mostrado mais descontentes e suas respostas a esta situa\u00e7\u00e3o t\u00eam se inclinado para radicaliza\u00e7\u00f5es \u00e0 direita do espectro pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Brasil, a radicaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica chegou a n\u00edveis muito elevados desde a experi\u00eancia do impeachment da presidenta Dilma Rousseff atingindo n\u00edvel de fervura no governo Bolsonaro (2019-2022). Embora se deva considerar que n\u00e3o existe total homogeneidade geogr\u00e1fica ou regional no ressentimento e radicalidade pol\u00edtica, pode-se argumentar que se percebe um forte componente geogr\u00e1fico ou espacial no comportamento do eleitor quanto a sua express\u00e3o sobre os acontecimentos pol\u00edticos nacionais. Sem d\u00favida, est\u00e3o nas regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste do pa\u00eds, de maneira mais vis\u00edvel, as express\u00f5es de ades\u00e3o a pol\u00edticos e pol\u00edticas de direita e extrema-direita. Quais as raz\u00f5es para que isto viesse a ocorrer de maneira t\u00e3o magnificada?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Autores europeus, como Andr\u00e9s Rodriguez-Pose da <em>London School of Economics<\/em> e Philipp McCann da Universidade de Sheffield, ambos na Inglaterra, t\u00eam investigado a associa\u00e7\u00e3o entre o mapa do descontentamento pol\u00edtico (<em>geography of discontent<\/em>) e os lugares (ou regi\u00f5es) que ficam para tr\u00e1s (<em>left behind places<\/em>). O argumento que une este campo de estudos \u00e9 que regi\u00f5es (dentro de pa\u00edses europeus) t\u00eam ficado permanentemente para tr\u00e1s na corrida do crescimento e seus cidad\u00e3os v\u00eam enfrentando longa escassez de oportunidades de emprego, baixos sal\u00e1rios e baixa mobilidade social. Em geral, estas regi\u00f5es est\u00e3o passando por processos de desindustrializa\u00e7\u00e3o ou suas estruturas produtivas est\u00e3o baseadas em produtos agr\u00edcolas e pesca com baixa conex\u00e3o a mercados internacionais. Para os cidad\u00e3os descontentes, os problemas se devem, geralmente,  a insensibilidade das elites das metr\u00f3poles nacionais globalizadas e pr\u00f3speras (Londres no Reino Unido, Paris na Fran\u00e7a, Madri na Espanha, etc.) que capitalizam para si os fluxos globais de investimento que chegam a estes pa\u00edses; ou ainda aos imigrantes, que est\u00e3o tomando os empregos dos cidad\u00e3os nacionais; ou aos aposentados e pensionistas, que geram custos para o sistema previdenci\u00e1rio nacional; enfim, a culpa \u00e9 sempre do \u2018outro\u2019.  Da\u00ed a resposta na forma de separatismos, como foram o Brexit (Reino Unido) e tentativa de secess\u00e3o da Catalunha (Espanha), ou mesmo ascens\u00e3o de partidos pol\u00edticos que demonizam migrantes (Chega! em Portugal, Vox na Espanha e outros).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Brasil, a ideia de uma <em>geografia do descontentamento<\/em> ou, como sugerem alguns, <em>do ressentimento<\/em> parece ser \u00fatil para o debate pol\u00edtico atual. O cen\u00e1rio pol\u00edtico brasileiro um ano depois da posse do novo governo continua polarizado e dividido. O governo do presidente Lula, e ele pr\u00f3prio, tem feito viagens aos estados do Nordeste e do Norte do pa\u00eds, mas encontra resist\u00eancia e faltam convites dos governadores dos demais estados. Lembremos alguns n\u00fameros da vota\u00e7\u00e3o presidencial em 2022. O presidente Lula ganhou a elei\u00e7\u00e3o com 60,3 milh\u00f5es de votos e apenas 2,2 milh\u00f5es de votos a mais que Bolsonaro. Nas grandes regi\u00f5es brasileiras a geografia do voto j\u00e1 mostra a dimens\u00e3o das dificuldades que o governo vem enfrentando: Lula teve 69,3% dos votos dos estados do Nordeste com um diferencial de 12,5 milh\u00f5es de votos \u00e0 frente de Bolsonaro. Na regi\u00e3o Norte, Lula perdeu por pequena margem de 192,2 mil votos (4,59 milh\u00f5es contra 4,78 milh\u00f5es de Bolsonaro), mas foi vitorioso nos estados mais ricos e populosos, Amazonas e Par\u00e1.<\/p>\n<p><center><\/p>\n<figure>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/qA9tQmy.png\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Geografia dos votos a presidente na elei\u00e7\u00e3o de 2022 (Lula vs Bolsonaro), por munic\u00edpio. Fonte: TSE. Elabora\u00e7\u00e3o do autor<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Lula perdeu, entretanto, nas demais regi\u00f5es do pa\u00eds onde as popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais ricas, mais escolarizadas, mais urbanizadas e apresentam maiores \u00edndices de desenvolvimento.  Na regi\u00e3o Sudeste, a mais rica do pa\u00eds, ele perdeu pela diferen\u00e7a de 4,25 milh\u00f5es de votos: teve 22,79 milh\u00f5es e Bolsonaro 27,04 milh\u00f5es. Na regi\u00e3o Sul, outra perda de 4,18 milh\u00f5es, com o total de 6,75 milh\u00f5es de eleitores apostando nele e 10,94 milh\u00f5es ficaram com Bolsonaro. Na regi\u00e3o Centro-Oeste, dos 8,85 milh\u00f5es de eleitores, 3,52 milh\u00f5es votaram a favor de Lula e 5,33 milh\u00f5es votaram no candidato da direita. Oito anos antes, em 2014, a presidenta Dilma Rousseff teve 54,5 milh\u00f5es de votos com esta mesma geografia: ganhou nas regi\u00f5es Norte e Nordeste por margem suficiente (13,17 milh\u00f5es a mais que o candidato A\u00e9cio Neves) para superar as perdas obtidas (9,68 milh\u00f5es a menos que A\u00e9cio Neves) nas regi\u00f5es mais ricas do pa\u00eds (Sul, Sudeste e Centro-Oeste).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Num passado n\u00e3o muito distante, nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990, os eleitores das regi\u00f5es Norte e Nordeste, mais atrasadas do pa\u00eds, apoiavam os grupos pol\u00edticos de direita \u2013 apoiadores do regime militar de 1964, coron\u00e9is nordestinos, etc. Os eleitores nestas regi\u00f5es eram vistos como conservadores e pr\u00f3-populistas. Por outro lado, as regi\u00f5es mais industrializadas e urbanizadas do Sudeste e Sul votavam em pol\u00edticos de esquerda ou progressistas.  A partir da d\u00e9cada de 2000, com a elei\u00e7\u00e3o do presidente Lula em 2002, a situa\u00e7\u00e3o se inverteu com as regi\u00f5es atrasadas passando a votar com a esquerda (PT) e sua coaliz\u00e3o e as regi\u00f5es mais desenvolvidas ficaram mais ao centro do espectro pol\u00edtico escolhendo candidatos do PSDB vistos como mais (neo)liberais em termos econ\u00f4micos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">As elei\u00e7\u00f5es de 2018 reconfiguraram definitivamente o cen\u00e1rio pol\u00edtico nacional por seu grau de radicalidade pol\u00edtica. O candidato eleito \u00e0 presid\u00eancia da rep\u00fablica, Jair Bolsonaro, j\u00e1 n\u00e3o pode ser visto como de centro, ou de centro-esquerda, nem de centro-direita. Na verdade, ele \u00e9 de ultradireita de matiz conservadora nos costumes, militar e autorit\u00e1rio na pol\u00edtica e nacionalista na economia. Com estas qualidades (negativas) em alta pot\u00eancia, fica a pergunta sobre as raz\u00f5es pelas quais ampla maioria de eleitores residentes nas regi\u00f5es conhecidas como mais desenvolvidas (Sul, Sudeste e agora o Centro-Oeste) deu folgado apoio a este personagem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O que justificaria o descontentamento das regi\u00f5es mais ricas do pa\u00eds com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regras da democracia? Por que os grupos mais aquinhoados da sociedade brasileira, residentes nas regi\u00f5es mais pr\u00f3speras, passaram abra\u00e7ar a ideia de ruptura democr\u00e1tica e do conservadorismo pol\u00edtico? Diferentemente do que ocorre em pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia e tamb\u00e9m no Reino Unido em que as regi\u00f5es descontentes s\u00e3o regi\u00f5es empobrecidas ou que est\u00e3o ficando para tr\u00e1s, no Brasil as regi\u00f5es ricas estariam descontentes ou ressentidas. Mas descontentes com o qu\u00ea?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Nossa hip\u00f3tese \u00e9 que dois vetores produtivos regressivos e fundamentais est\u00e3o em a\u00e7\u00e3o na economia brasileira atuando para alimentar, cada qual condicionado pelos humores do mercado mundial e por expectativas de medo e desilus\u00e3o de ficar para tr\u00e1s na corrida pelo crescimento. O primeiro vetor \u00e9 o relacionado com o processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o que vem ocorrendo desde a d\u00e9cada de 1990 e tem como epicentro as principais metr\u00f3poles e polos industriais das regi\u00f5es Sudeste e Sul. Um doloroso e prolongado processo de transi\u00e7\u00e3o produtiva em dire\u00e7\u00e3o a servi\u00e7os modernos e outras atividades baseadas em conhecimento est\u00e1 em curso sem que ainda tenha apresentado dinamismo suficiente para recompor as perdas econ\u00f4micas e de empregos resultantes do desaparecimento da ind\u00fastria.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O segundo vetor alimentador do descontentamento \u00e9 o da expans\u00e3o das atividades do pr\u00f3spero agroneg\u00f3cio exportador, com epicentro na regi\u00e3o Centro-Oeste, e partes das regi\u00f5es Sul e Sudeste.  Neste caso, as raz\u00f5es mais prov\u00e1veis est\u00e3o nas expectativas geradas entre os produtores de n\u00e3o serem capazes de capturar todos os ganhos imaginados pelo <em>boom<\/em> de commodities devido a mudan\u00e7as bruscas e frequentes nos pre\u00e7os de seus produtos de exporta\u00e7\u00f5es de gr\u00e3os e carnes. Para este tipo de atividade produtiva &#8211; insumos agr\u00edcolas, gr\u00e3os e carnes &#8211; que atua em mercados globais muito competitivos com escassa capacidade de atuar sobre os pre\u00e7os, quando estes est\u00e3o em alta os produtores ficam bem, mas qualquer queda nas cota\u00e7\u00f5es afeta demasiado seu faturamento final, frequentemente levando os produtores a preju\u00edzos. Devemos lembrar que \u00e0s v\u00e9speras do impeachment presidencial, entre 2012 e 2014, houve uma queda expressiva nos pre\u00e7os internacionais das commodities brasileiras com efeitos negativos sobre os neg\u00f3cios do setor.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Uma situa\u00e7\u00e3o explosiva de instabilidade e decad\u00eancia em \u00e1reas geograficamente delimitadas parece ser, no Brasil, o gatilho para o ressentimento das regi\u00f5es mais ricas. De um lado, a desindustrializa\u00e7\u00e3o e desarticula\u00e7\u00e3o de cadeias industriais tem afetado as grandes metr\u00f3poles nacionais e centros industriais, principalmente do Sudeste. A transi\u00e7\u00e3o destes lugares em dire\u00e7\u00e3o a economia de servi\u00e7os tem sido longa e dolorosa, acompanhada de desemprego estrutural e limita\u00e7\u00e3o do horizonte de melhoria intergeracional da renda familiar. De outro lado, nas sub\u00e1reas produtoras de bens agr\u00edcolas e carnes para exporta\u00e7\u00e3o existe a percep\u00e7\u00e3o de volatilidade dos pre\u00e7os internacionais (custos dos insumos, c\u00e2mbio e pre\u00e7os finais pagos pelas commodities) e, portanto, tamb\u00e9m do faturamento dos produtores.  Para os que se encontram nas duas posi\u00e7\u00f5es, o apoio a governos que realizam reformas trabalhistas e previdenci\u00e1rias (redutoras de custo unit\u00e1rio do trabalho) e que retiram legisla\u00e7\u00f5es ambientais e facilitam a ocupa\u00e7\u00e3o de terras virgens em \u00e1reas de florestas e cerrados garantindo a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio pela explora\u00e7\u00e3o desimpedida de recursos naturais, \u00e9 determinante para sua exist\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Contrariamente ao que ocorre em pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, no Reino Unido e mesmo nos EUA, no Brasil os descontentes e ressentidos que se expressam politicamente pela radicalidade da direita e ultradireita n\u00e3o est\u00e3o nas regi\u00f5es mais pobres do pa\u00eds, est\u00e3o justamente nas mais ricas e que por raz\u00f5es m\u00faltiplas est\u00e3o se sentido amea\u00e7adas de ficarem para tr\u00e1s na corrida do crescimento econ\u00f4mico. Seus algozes e inimigos, sem que percebam ou queiram admitir, est\u00e3o justamente fora do pa\u00eds e n\u00e3o dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;font-style:italic\">*Aristides Monteiro Neto \u00e9 Doutor em Economia Aplicada e Pesquisador do IPEA.<\/p>\n<p><center><\/p>\n<figure>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/XotZzXl.jpeg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Colhetadeiras indicam a mecaniza\u00e7\u00e3o da agricultura nacional. Foto: Paulo Fridman\/Corbis via Getty Images \/ DINO<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aristides Monteiro Neto traz um panorama da ascens\u00e3o da pol\u00edtica de direita e ultradireita no Ocidente e demonstra os caminhos tomados por ela em meio ao territ\u00f3rio nacional, desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff at\u00e9 os dias atuais. O autor questiona ainda as raz\u00f5es para a ades\u00e3o massiva a ideias antidemocr\u00e1ticas e conservadoras, especialmente nas regi\u00f5es mais ricas do Brasil, e o motivo do grande descontentamento pol\u00edtico apresentado por elas. A hip\u00f3tese desenvolvida por ele para responder a esses questionamentos \u00e9 apresentada aqui de forma clara e inequ\u00edvoca, constituindo uma verdadeira an\u00e1lise pol\u00edtica e social de nosso vasto pa\u00eds.<span>&#91;&#8230;&#93;<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":3202,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_FSMCFIC_featured_image_caption":"","_FSMCFIC_featured_image_nocaption":"","_FSMCFIC_featured_image_hide":"","footnotes":""},"categories":[4,138,47,80,51],"tags":[291,56,289,110,288,290,65],"class_list":["post-3200","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-cidades","category-coletivos-institucionais","category-humanidades","category-territorios","tag-aristides-monteiro-neto","tag-brasil","tag-descontentamento","tag-desigualdade","tag-geografia","tag-geografia-do-descontentamento","tag-sociedade"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3200","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3200"}],"version-history":[{"count":10,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3200\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3219,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3200\/revisions\/3219"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3202"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}