{"id":3130,"date":"2024-02-02T16:08:00","date_gmt":"2024-02-02T16:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/?p=3130"},"modified":"2024-02-16T14:28:03","modified_gmt":"2024-02-16T14:28:03","slug":"sobre-formas-numerique-putaria-e-meu-aluguel","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/sobre-formas-numerique-putaria-e-meu-aluguel\/","title":{"rendered":"Sobre formas, digital, putaria e meu aluguel<br><span style=\"font-size:16px\">Luiz Capelo<\/span>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\"> Macaco no balan\u00e7o. Ilustra\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/artedograo\/\">GRAO<\/a>, 2023.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Bem, esse texto come\u00e7ou em uma troca de mensagens de <em>Zapzap<\/em>. Nesse local digital, estavamos conversando eu e um amigo um pouco sobre tudo e nada. Ao final, como de costume, n\u00e3o chegamos a resolver quest\u00e3o alguma, apenas nos contentamos com a tradicional lam\u00faria sobre como o sistema \u00e9 bruto, desigual e outros adjetivos pouco elogiosos.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:center\">\u03c0\u03cc\u03bb\u03b5\u03bc\u03bf\u03c2 \u03c0\u03ac\u03bd\u03c4\u03c9\u03bd \u03bc\u1f72\u03bd \u03c0\u03b1\u03c4\u03ae\u03c1 \u1f10\u03c3\u03c4\u03b9, \u03c0\u03ac\u03bd\u03c4\u03c9\u03bd \u03b4\u1f72 \u03b2\u03b1\u03c3\u03b9\u03bb\u03b5\u03cd\u03c2, \u03ba\u03b1\u1f76 \u03c4\u03bf\u1f7a\u03c2 \u03bc\u1f72\u03bd<br \/>\n\u03b8\u03b5\u03bf\u1f7a\u03c2 \u1f14\u03b4\u03b5\u03b9\u03be\u03b5 \u03c4\u03bf\u1f7a\u03c2 \u03b4\u1f72 \u1f00\u03bd\u03b8\u03c1\u03ce\u03c0\u03bf\u03c5\u03c2, \u03c4\u03bf\u1fe6\u03c2 \u03bc\u1f72\u03bd \u03b4\u03bf\u03cd\u03bb\u03bf\u03c5\u03c2 \u1f10\u03c0\u03bf\u03af\u03b7\u03c3\u03b5 \u03c4\u03bf\u1f7a\u03c2 \u03b4\u1f72<br \/>\n\u1f10\u03bb\u03b5\u03c5\u03b8\u03ad\u03c1\u03bf\u03c5\u03c2. (Her\u00e1clito de \u00c9feso, fragmento DK 53)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u00ab O conflito \u00e9 o pai de todas as coisas e rei de todos. Alguns ele desvelou serem deuses, outros serem homens; ele fez de uns homens livres, de outros escravos<sup class=\"modern-footnotes-footnote \" data-mfn=\"1\" data-mfn-post-scope=\"00000000000005de0000000000000000_3130\"><a href=\"javascript:void(0)\"  role=\"button\" aria-pressed=\"false\" aria-describedby=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3130-1\">1<\/a><\/sup><span id=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3130-1\" role=\"tooltip\" class=\"modern-footnotes-footnote__note\" tabindex=\"0\" data-mfn=\"1\">As tradu\u00e7\u00f5es dos textos gregos s\u00e3o de minha autoria.<\/span>\u00bb.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify\">Apesar dessas constata\u00e7\u00f5es pouco animadoras, coloquei-me a pensar. Sim, o sistema \u00e9 cruel. Ele transforma uns em livres, outros em escravos &nbsp;&#8212; valeu, Her\u00e1clito! Apesar da alcunha \u00ab&nbsp;O Obscuro&nbsp;\u00bb, sempre muito claro&nbsp;&#8212;&nbsp;mas nada disso \u00e9 novidade. Como vivo da escrita, pensei com meus bot\u00f5es que deveria escrever sobre o tema, por\u00e9m apresentando uma abordagem correlacionada ao que venho pesquisando, a <em>po\u00e9tica da putaria<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><a href=\"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/milicos-promiscuos\/\">Em outros carnavais<\/a>, falei que a <em>putaria<\/em>, uma tradu\u00e7\u00e3o bem brasileira do <em>\u03c0\u03bf\u03c1\u03bd\u03b9\u03ba\u03cc\u03c2<\/em> grego, \u00e9 uma heterotopia (FOUCAULT, 2004). Ora, a heterotopia \u00e9 esse lugar outro que, por sua alteridade, desvela tamb\u00e9m o nosso lugar, a realidade em que vivemos. Como instrumento de an\u00e1lise, a <em>putaria<\/em> me serve para pensar como propomos que as coisas deveriam ser, mas ela tamb\u00e9m me permite analisar as coisas como elas s\u00e3o. Vislumbrar o outro revela como somos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Hoje, estamos imersos naquilo que Milad Doueihi coloca como sendo a era do humanismo <em>num\u00e9rique<\/em>&nbsp;&#8212;&nbsp;sim, eu vou usar esse galicismo claro e evidente&nbsp;; sim, eu vou puxar a sardinha pra francofonia&nbsp;; \u00e9 sobre isso e est\u00e1 tudo bem. Dentre outros elementos, o <em>num\u00e9rique<\/em>&nbsp;&#8212;&nbsp;ou digital, se voc\u00ea meu caro leitor insiste em utilizar a vertente angl\u00f3fona&nbsp;&#8212;&nbsp;\u00e9 caracterizado por sua busca de totalidade e tecnicaliza\u00e7\u00e3o moduladas pelas especificidades culturais locais, o que acarreta uma constante hibridiza\u00e7\u00e3o. Em outros termos, o <em>num\u00e9rique<\/em>, por interm\u00e9dio de suas t\u00e9cnicas e ferramentas, busca padronizar o globo, por\u00e9m, para continuar sendo rent\u00e1vel do Oiapoque ao Chu\u00ed, ele precisa levar em considera\u00e7\u00e3o algumas peculiaridades locais. Nesse processo, ele cria objetos h\u00edbridos. A <a href=\"https:\/\/anthologiagraeca.org\/\">Anthologia Graeca<\/a>&nbsp;&#8212;&nbsp;olha l\u00e1 ele puxando sardinha de novo&nbsp;&#8212; \u00e9 um desses objetos. Uma plataforma que transforma em um objeto digital uma antologia inicialmente inscrita em um c\u00f3dice.<\/p>\n<p><center><\/p>\n<figure>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/HddxZFS.jpeg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\"> Golfinho diversificando trabalhos. Ilustra\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/artedograo\/\">GRAO<\/a>, 2023.<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Essa digress\u00e3o sobre o <em>num\u00e9rique<\/em> \u00e9 importante para meu argumento porque ela aponta duas coisas interessantes: vivemos sob uma forma <em>num\u00e9rique<\/em>, e essa forma se pretende total. N\u00e3o \u00e9 bem uma novidade isso que estou escrevendo, afinal outros j\u00e1 escreveram sobre o \u00ab&nbsp;capitalismo global&nbsp;\u00bb, \u00ab&nbsp;divis\u00e3o internacional do trabalho&nbsp;\u00bb, etc. Minha modesta adi\u00e7\u00e3o nessa corrente de pensamento \u00e9 refletirmos sobre o mundo <em>num\u00e9rique<\/em> e sua forma&nbsp;&#8212;&nbsp;<em>\u03c0\u03cc\u03bb\u03b5\u03bc\u03bf\u03c2<\/em>, capitalismo, neoliberalismo, globaliza\u00e7\u00e3o, humanismo <em>num\u00e9rique<\/em>, os formatos se sucedem&nbsp;&#8212;&nbsp;que regem as nossas vidas e intera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A forma \u00e9 todo ordenamento de elementos que traz ordem, motivos e contornos aos objetos (LEVINE, 2015). H\u00e1 cinco elementos definidores das formas&nbsp;:<\/p>\n<ol>\n<li>\n<p style=\"text-align:justify\">As formas constrangem: a forma imp\u00f5e limites, ela determina aquilo que pode e aquilo que n\u00e3o pode ser feito. Por exemplo, um soneto \u00e9 uma forma liter\u00e1ria que imp\u00f5e um texto escrito em verso e tradicionalmente dividido em 14 versos. N\u00e3o h\u00e1 um soneto escrito em prosa. Do mesmo modo, uma pris\u00e3o restringe determinados indiv\u00edduos a ficarem em um espa\u00e7o delimitado e a propriedade privada obriga que eu pague aluguel ao propriet\u00e1rio do apartamento&nbsp;;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p style=\"text-align:justify\">As formas divergem umas das outras: desde Arist\u00f3teles discutimos a distin\u00e7\u00e3o entre o formato da trag\u00e9dia e o da com\u00e9dia. E um quartel e uma escola s\u00e3o espa\u00e7o distintos&nbsp;&#8212;&nbsp;mesmo que alguns (malditos) milicos insistam em tentar equipar\u00e1-los&nbsp;;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p style=\"text-align:justify\">As formas se interpenetram: diferentes formas funcionam em um mesmo espa\u00e7o de maneira concomitante e complementar. Em uma HQ, h\u00e1 a forma narrativa e a imag\u00e9tica. Do mesmo modo, em uma cidade ordenamentos jur\u00eddicos municipais, estaduais e federais coexistem&nbsp;;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p style=\"text-align:justify\">As formas se deslocam no tempo e no espa\u00e7o: a poesia \u00e9pica de Homero \u00e9 distinta daquela de Cam\u00f5es. O capitalismo imperialista no Congo Belga do s\u00e9culo XIX n\u00e3o \u00e9 o mesmo capitalismo digital que hoje comanda <em>Wall Street<\/em>&nbsp;;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p style=\"text-align:justify\">As formas s\u00e3o constru\u00eddas sociohistoricamente: as formas refletem e respondem \u00e0s condi\u00e7\u00f5es, aos eventos e \u00e0s discuss\u00f5es pol\u00edticas das sociedades que as constroem. Como coloca Lukacs (LUKACS, 2010), o auge do romance enquanto forma liter\u00e1ria \u00e9 concomitante \u00e0 ascens\u00e3o da burguesia como classe dominante. Um evento \u00e9 uma resposta ao outro. A concentra\u00e7\u00e3o de propriedades em poucas m\u00e3os formata um mercado imobili\u00e1rio onde h\u00e1 mais locat\u00e1rios do que propriet\u00e1rios.<\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align:justify\">Para al\u00e9m disso, as formas possibilitam coisas, elas permitem utiliza\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es latentes nos objetos. Essa potencialidade dos objetos \u00e9 conceitualizada como <em>affordance<\/em>. Uma cadeira possibilita que o indiv\u00edduo sente nela, flu\u00eddez e transpar\u00eancia s\u00e3o <em>affordances<\/em> da \u00e1gua e o capitalismo permite a explora\u00e7\u00e3o e o ac\u00famulo de riquezas. Cada forma e modelo, seja liter\u00e1rio ou social, acarreta um conjunto de caracter\u00edsticas, a\u00e7\u00f5es e possibilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O <em>num\u00e9rique<\/em> n\u00e3o se restringe \u00e0 informatica e a suas t\u00e9cnicas e objetos. Certamente computadores, blogues, redes sociais e celulares s\u00e3o elementos marcantes da \u00ab&nbsp;moderna vida digital&nbsp;\u00bb. Mas argumento aqui que o <em>num\u00e9rique<\/em> na realidade \u00e9 muito mais do que isso. Ele \u00e9 uma forma que organiza indiv\u00edduos e intera\u00e7\u00f5es sociais. N\u00e3o devemos confundir a representa\u00e7\u00e3o material com o sistema como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Vivemos em um sistema que se pretende global. Compartilhamos um mesmo conjunto de caracter\u00edsticas, a\u00e7\u00f5es e possibilidades. Estando em Montreal ou em Bras\u00edlia, alugu\u00e9is funcionam de modo semelhante. Quem \u00e9 desprovido de propriedade precisa pagar para que quem tem posses tenha ainda mais. Se voc\u00ea deseja ter um teto sob a sua cabe\u00e7a, mas n\u00e3o o possui, voc\u00ea \u00e9 constrangido a pagar. N\u00e3o h\u00e1 alternativa, n\u00e3o h\u00e1 escolha.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:center\">\u1f21 \u03c4\u03c1\u03b9\u03c3\u1f76 \u03bb\u03b5\u03b9\u03c4\u03bf\u03c5\u03c1\u03b3\u03bf\u1fe6\u03c3\u03b1 \u03c0\u03c1\u1f78\u03c2 \u1f13\u03bd \u03c4\u03ac\u03c7\u03bf\u03c2 \u1f00\u03bd\u03b4\u03c1\u03ac\u03c3\u03b9 \u039b\u03cd\u03b4\u03b7,<br \/>\n\u03c4\u1ff7 \u03bc\u1f72\u03bd \u1f51\u03c0\u1f72\u03c1 \u03bd\u03b7\u03b4\u03cd\u03bd, \u03c4\u1ff7 \u03b4\u1fbd \u1f51\u03c0\u03cc, \u03c4\u1ff7 \u03b4\u1fbd \u1f44\u03c0\u03b9\u03b8\u03b5\u03bd,<br \/>\n\u03b5\u1f30\u03c3\u03b4\u03ad\u03c7\u03bf\u03bc\u03b1\u03b9 \u03c6\u03b9\u03bb\u03cc\u03c0\u03b1\u03b9\u03b4\u03b1, \u03b3\u03c5\u03bd\u03b1\u03b9\u03ba\u03bf\u03bc\u03b1\u03bd\u1fc6, \u03c6\u03b9\u03bb\u03c5\u03b2\u03c1\u03b9\u03c3\u03c4\u03ae\u03bd.<br \/>\n\u03b5\u1f30 \u03c3\u03c0\u03b5\u03cd\u03b4\u03b5\u03b9\u03c2, \u1f10\u03bb\u03b8\u1f7c\u03bd \u03c3\u1f7a\u03bd \u03b4\u03c5\u03c3\u03af, \u03bc\u1f74 \u03ba\u03b1\u03c4\u03ad\u03c7\u03bf\u03c5. (Tudicius Gallus, Antologia Grega, 5.49)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Sou L\u00eddia, a que serve a tr\u00eas homens em um mesmo momento &#8211; um no buraco de cima, outro no de baixo e o outro por tr\u00e1s &#8211; e acolho aqueles que gostam de garotos, os que gostam de mulher e os que s\u00e3o inclinados \u00e0 viol\u00eancia. Se tens pressa, e veio com outros dois, n\u00e3o se contenha!<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify\">A explora\u00e7\u00e3o do trabalho ocorre em todas as partes do globo, mas a forma se desloca no tempo e no espa\u00e7o. Assim, nos rinc\u00f5es do Brasil, a explora\u00e7\u00e3o do trabalho chega ao ponto de ser equiparada \u00e0 escravid\u00e3o, enquanto os revisores de texto, em seus bonitos escrit\u00f3rios aclimatados, precisam pagar uma licen\u00e7a anual para que possam usar sua ferramenta de trabalho&nbsp;&#8212;&nbsp;sim, \u00e9 de voc\u00ea mesmo que estou falando, Microsoft Office, que me obriga a pagar para que eu possa trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Esse texto, semelhante \u00e0 conversa que o originou, tamb\u00e9m n\u00e3o responde definitivamente \u00e0s grandes quest\u00f5es. Por vezes, acredito que escrever, al\u00e9m do ganha p\u00e3o, consiste em uma grande v\u00e1lvula de escape desse <em>num\u00e9rique<\/em> louco que tanto demanda de todos n\u00f3s. Sim, no final, teremos de conviver com Trumps, Bolsonaros e Legaults. Como dito, \u00e9 um sistema que se pretende universal, mas se adapta ao local. A polariza\u00e7\u00e3o ocorre por todo o mundo. Ela n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade de EUA, Brasil ou Canad\u00e1. O que devemos fazer, no final, \u00e9 arrumar um jeito de sobreviver, de constantemente nos reinventarmos para continuarmos de p\u00e9, gritando para quem quiser ouvir: \u00ab&nbsp;voc\u00eas me querem substitu\u00edvel, padronizado e igual ao pr\u00f3ximo. Mas eu resisto. Eu estou aqui e aqui permanecerei&nbsp;\u00bb. Bem, resistir e pagar o aluguel. N\u00e3o nos esque\u00e7amos do aluguel.<\/p>\n<p><center><\/p>\n<p><iframe width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QNweQN9PKP8?si=PvP5yvcoWI4HKxLP\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Lei de Franciel. Fonte: Medo e del\u00edrio em Bras\u00edlia<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/p>\n<h2>Bibliografia<\/h2>\n<p>Doueihi, Milad. 2011. <em>Pour un humanisme num\u00e9rique<\/em>. La librairie du XXIe si\u00e8cle. Paris: \u00c9ditions du Seuil<\/p>\n<p>Foucault, Michel. 2004. <em>\u00ab Des espaces autres \u00bb<\/em>. Empan 54 (2):12\u201119. https:\/\/doi.org\/10.3917\/empa.054.0012.<\/p>\n<p>Levine, Caroline. 2015. <em>Forms: whole, rhythm, hierarchy, network<\/em>. Princeton: Princeton University Press. http:\/\/site.ebrary.com\/id\/10968872.<\/p>\n<p>Luk\u00e1cs, Gyorgy. 2010. <em>Marxismo e teoria da Literatura<\/em>. Traduzido por Carlos Nelson Coutinho. 2\u1d49 \u00e9d. S\u00e3o Paulo: Editora Express\u00e3o Popular.<\/p>\n<h3 class=\"modern-footnotes-list-heading modern-footnotes-list-heading--hide-for-print\">Notas<\/h3><ul class=\"modern-footnotes-list modern-footnotes-list--hide-for-print\"><li><span>1<\/span><div>As tradu\u00e7\u00f5es dos textos gregos s\u00e3o de minha autoria.<\/div><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesse texto, que mais se aproxima de um desabafo, o autor reflete sobre <em>num\u00e9rique<\/em>, heterotopia e alugu\u00e9is. <span>&#91;&#8230;&#93;<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":3135,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_FSMCFIC_featured_image_caption":"","_FSMCFIC_featured_image_nocaption":"","_FSMCFIC_featured_image_hide":"","footnotes":""},"categories":[4,48,71],"tags":[134,267,269,137,268,178,266,65],"class_list":["post-3130","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-cultura","category-poeticas","tag-antologia-grega","tag-formas","tag-heraclito-de-efeso","tag-luiz-capelo","tag-numerique","tag-poetica-da-putaria","tag-seu-madruga","tag-sociedade"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3130","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3130"}],"version-history":[{"count":9,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3130\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3191,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3130\/revisions\/3191"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3135"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}