{"id":3001,"date":"2023-11-17T16:56:31","date_gmt":"2023-11-17T16:56:31","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/?p=3001"},"modified":"2023-11-17T16:56:32","modified_gmt":"2023-11-17T16:56:32","slug":"historia-das-artes-graficas-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/historia-das-artes-graficas-na-bahia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria das artes gr\u00e1ficas na Bahia<br><span style=\"font-size:16px\">Gutemberg Cruz<\/span>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Existem nos subterr\u00e2neos de nossa cidade muita gente nova preocupada com solu\u00e7\u00f5es formais mais atualizadas com a contemporaneidade que nos marca, cultural e ideologicamente. Por outro lado, problemas pol\u00edticos ideol\u00f3gicos seriam marcantes na medida de atua\u00e7\u00e3o cultural desses quadrinhos como objetivos de consumo e como linguagem determinada pelo contexto cultura<sup class=\"modern-footnotes-footnote \" data-mfn=\"1\" data-mfn-post-scope=\"00000000000005de0000000000000000_3001\"><a href=\"javascript:void(0)\"  role=\"button\" aria-pressed=\"false\" aria-describedby=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3001-1\">1<\/a><\/sup><span id=\"mfn-content-00000000000005de0000000000000000_3001-1\" role=\"tooltip\" class=\"modern-footnotes-footnote__note\" tabindex=\"0\" data-mfn=\"1\">Legendas com base em informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis na exposi\u00e7\u00e3o Humor Gr\u00e1fico na Bahia.<\/span>. Foto: Clara Cerqueira<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Muitos pa\u00edses deram suas contribui\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o das artes gr\u00e1ficas (quadrinhos, cartuns, charges e caricaturas). O Brasil deu sua contribui\u00e7\u00e3o a partir de 1867 quando o \u00edtalo brasileiro \u00c2ngelo Agostini publicou <em>As Cobran\u00e7as<\/em>. Em 1869 ele editou <em>Aventuras de Nh\u00f4 Quim<\/em>. Aqui na Bahia, alguns artistas usaram o desenho para coment\u00e1rios sobre pol\u00edtica, moda e vida social. O desenhista Gavarni publicou em 1885 uma hist\u00f3ria com desenhos em sequ\u00eancia, <em>Entrevista de S.M. com os \u00edndios coroados<\/em>. Trata-se do encontro do branco com os \u00edndios guaranis. Ou seja, dezesseis anos depois, era publicada na Bahia uma das primeiras hist\u00f3rias em quadrinhos. Desenhistas como Odilon, Cardoso e Fortunato elaboraram narrativas por meio de sequ\u00eancia de imagens acompanhando discurso verbal. Na \u00e9poca, a Bahia era um dos centros criativos do humor. No per\u00edodo de 1880 a 1900, a Bahia j\u00e1 publicava mais de 50 peri\u00f3dicos humor\u00edsticos de pequeno formato e curta dura\u00e7\u00e3o. Entre eles est\u00e3o <em>O Satanaz<\/em>, <em>A Tro\u00e7a<\/em>, <em>F\u00f3ia dos Roc\u00earo<\/em>, <em>D. Rat\u00e3o<\/em>, <em>A Ronda dos Capad\u00f3cios<\/em>, <em>O Diabo a Quatro<\/em>, entre outros. Sat\u00edricos, audaciosos, irreverentes. Assim eram os jornais de outrora.<\/p>\n<p><figure>\n<center><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/283837946-485d1c9b-9890-4dc2-afa4-3dcde396e569.jpg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\"><strong>Paulo Serra<\/strong>. Mero \u00e9 um personagem criado pelo cartunista, publicit\u00e1rio e ambientalista Paulo Serra. Surgiu em 1976 para criticar e alertar sobre a devasta\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Serra \u00e9 um dos poucos cartunistas baianos que conseguiu transformar o cartum em &#8216;ferramenta de trabalho&#8217;. Deixou a publicidade, em 1982, para se engajar definitivamente nas tiras de seu humor. Foto: Clara Cerqueira<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Humor Gr\u00e1fico na Bahia<\/strong> \u00e9 o t\u00edtulo da exposi\u00e7\u00e3o que fica em cartaz at\u00e9 06 de dezembro de 2023, no Centro de Estudos dos Povos Afroind\u00edgenas Americanos (CEPAIA) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), localizado no Largo do Carmo, 4, Centro Hist\u00f3rico de Salvador. A ideia \u00e9 mostrar ao grande p\u00fablico os grandes nomes das artes gr\u00e1ficas de nossa terra, por meio de mais de 40 pain\u00e9is (formato 50 x 70) com publica\u00e7\u00f5es antigas da Bahia. A mostra foi dividida em duas partes. A primeira, inaugurada no dia 24 de outubro, teve o lan\u00e7amento do livro <em>Repare s\u00f3!: uma hist\u00f3ria dos quadrinhos na Bahia<\/em>, de minha autoria. Tischenko, Paraguassu, Theo, K-Lunga, Lage, Nild\u00e3o, Set\u00fabal, Cau Gomez, Lu\u00eds Augusto, Flavio Luiz, Hector Salas, Bruno Aziz, Tulio Carapi\u00e1, Cedraz, Wilton Bernardo, Ca\u00f3 e \u00c2ngelo Roberto tiveram seus trabalhos expostos<\/p>\n<p><figure>\n<center><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/283837851-c118dc1d-0047-4bf2-ac0d-c2592d9d11a0.jpg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\">Sala do Centro de Estudos dos Povos Afroind\u00edgenas Americanos (CEPAIA) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Centro Hist\u00f3rico de Salvador. Foto: Clara Cerqueira<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A segunda parte vai at\u00e9 06 de dezembro com trabalhos de Fernando Diniz, Helson Ramos, Sinezio Alves, Ruy Carvalho, Sidnei Falc\u00e3o, Danilo Dias, Eduardo Santana, Valmor Oliveira, Z\u00e9 Vieira, Paulo Serra, H\u00e9lcio Rogerio, Roberio Cordeiro, Naara, Andr\u00e9 Leal e Chico Liberato. H\u00e1, nos desenhos dos humoristas baianos, uma preocupa\u00e7\u00e3o em retratar o ser humano no seu cotidiano e sua vida social. Os trabalhos expostos, esses implac\u00e1veis ju\u00edzes de sua \u00e9poca, retratam, com agudo senso cr\u00edtico, as caracter\u00edsticas marcantes de nossa sociedade. Entre os destaques, <em>O Fa\u00edsca<\/em> (1885), <em>O Malagueta<\/em> (1897), <em>Bahia Ilustrada<\/em> (1917), <em>F\u00f3ia dos Ro\u00e7\u00earo<\/em> (1903), al\u00e9m de revistas alternativas (<em>Vil\u00f5es<\/em>, <em>Esfera<\/em>, <em>Nego<\/em>, <em>DesHQue<\/em>, <em>Tudo com Farinha<\/em>), suplementos e fanzines (<em>Na Era dos Quadrinhos<\/em>, <em>Bal\u00e3o<\/em>, <em>A Coisa<\/em>, <em>Coisa Nostra<\/em>, <em>Sindicato<\/em>), e trabalhos dos precursores (cFortunato, Paraguassu, K-Lunga e Tishchenko), dos formadores de opini\u00e3o (Lage, Nild\u00e3o, Set\u00fabal, Cedraz, Fl\u00e1vio Luiz e Cau Gomez) e da nova gera\u00e7\u00e3o, entre muitos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O projeto <strong>Humor Gr\u00e1fico na Bahia<\/strong> visa comemorar os 138 anos da primeira historieta publicada na imprensa baiana e quer mostrar para o grande p\u00fablico que a arte gr\u00e1fica baiana est\u00e1 presente no nosso dia a dia, na m\u00eddia, nos blogs, no Facebook, nos livros e revistas, nos muros da cidade como grafite, etc. Ela est\u00e1 inserida na cultura urbana de forma direta e indireta. E \u00e9 importante que saibamos sobre seu modo de atua\u00e7\u00e3o, suas tradi\u00e7\u00f5es e cren\u00e7as. Os quadrinhos influenciaram, por exemplo, as pinturas de Juarez Para\u00edso, Floriano Teixeira, Caryb\u00e9 e Chico Liberato e correram o mundo. At\u00e9 o poeta Castro Alves j\u00e1 rabiscava caricaturas, assim como o maestro Lindembergue Cardoso , o cineasta Glauber Rocha e o diretor de teatro M\u00e1rcio Meirelles. Por press\u00e3o do mercado, alguns profissionais t\u00eam que pagar pela falta de op\u00e7\u00f5es e pela imposi\u00e7\u00e3o da dura realidade, em que a sobreviv\u00eancia fala mais alto do que a ideologia da liberdade total de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><figure>\n<center><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/283838215-e4cd462b-f5aa-458d-a2b7-b50ce1c8f548.jpg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\"><strong>Eduardo Santana<\/strong>. Autor autodidata e cartunista, Eduardo Santana \u00e9 atuante na \u00e1rea dos quadrinhos, tiras humor\u00edsticas e caricaturas. Editor e principal artista da revista <em>Come-Comix<\/em>, o primeiro gibi lan\u00e7ado em Jequi\u00e9 e regi\u00e3o, em 2006. J\u00e1 em 2007 come\u00e7ou a ter tiras veiculadas assiduamente pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural da Bahia, em sua Folha Liter\u00e1ria, chegando aos 417 munic\u00edpios baianos. Foto: Clara Cerqueira<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Reprimidos em determinados momentos pol\u00edticos e indesejados como elemento de s\u00e1tira, a caricatura e o desenho de humor surgido com a chegada da Fam\u00edlia Real j\u00e1 revelaram grandes artistas. O humor gr\u00e1fico sempre teve for\u00e7a na vida baiana, ao dar as mais variadas interpreta\u00e7\u00f5es \u00e0 nossa realidade. Desde que a imprensa foi instalada no Brasil, a caricatura, que antes era divulgada em pranchas (semelhantes aos atuais posters), constituiu-se num elemento importante nas disputas sociais e pol\u00edticas. Antes de aparecer graficamente, a caricatura brasileira j\u00e1 se apresentava verbalmente com o baiano frei Vicente do Salvador (1564), que satirizava a m\u00e1quina burocr\u00e1tica que entravava a administra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds desde o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o. Greg\u00f3rio de Mattos Guerra, o Boca do Inferno, tamb\u00e9m ironizou verbalmente a nobreza que lhe era contempor\u00e2nea. Lulu Parola foi outro importante cr\u00edtico da sociedade de seu tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Quem estiver interessado em conhecer mais sobre os quadrinhos da Bahia vale a pena conhecer meu recente livro lan\u00e7ado pela <a href=\"https:\/\/www.editoranoir.com.br\/repare-so-uma-historia-dos-quadrinhos-na-bahia\">Editora Noir: <em>Repare S\u00f3: Uma hist\u00f3ria dos quadrinhos na Bahia<\/em><\/a>.<\/p>\n<p><figure>\n<center><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/283837798-238d7641-59a6-4921-a864-5faa059bfa15.jpg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\"><strong>Naara<\/strong>. Ilustradora, artista visual, pintora e interventora em ambientes externos e internos, Naara Santos de Almeida Nascimento \u00e9 graduada no curso de licenciatura em Artes Visuais na Escola de Belas Artes da UFBa. Ela j\u00e1 ilustrou livros e revistas para dentro e fora do pa\u00eds. Participou de exposi\u00e7\u00f5es no Brasil, Europa e Am\u00e9rica Latina. Trabalha essencialmente com o poder de express\u00e3o do figurativo. Foto: Clara Cerqueira<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:center\">***<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Gutemberg Cruz, jornalista e estudioso das artes gr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Nasceu em Salvador, em abril de 1954, em um bairro pobre da cidade, Pero Vaz. L\u00e1, aos 13 anos de idade, fundou, com os amigos, o <strong>Clube da Editora Juvenil<\/strong> para estudar, analisar e criar quadrinhos brasileiros. Na \u00e9poca, o <strong>Clube<\/strong> lan\u00e7ou o fanzine <em>Na Era dos Quadrinhos<\/em>, que teve como leitor o estudioso Umberto Eco, fato registrado em um de seus livros. Mais tarde o <strong>Clube<\/strong> mudou o nome para <strong>Centro de Pesquisa de Comunica\u00e7\u00e3o de Massa<\/strong>, que realizou exposi\u00e7\u00f5es e palestras em diversos locais com o objetivo de mostrar o valor dos quadrinhos, tidos na \u00e9poca como subcultura e coisa de crian\u00e7a. Em 1970, o <strong>Centro<\/strong> montou a &#8220;I Exposi\u00e7\u00e3o de HQ do Norte e Nordeste&#8221;, no sal\u00e3o nobre do Instituto Central de Educa\u00e7\u00e3o Isa\u00edas Alves &#8211; ICEIA. O tema abordado foi &#8220;A import\u00e2ncia dos quadrinhos&#8221;. No debate, o professor Adroaldo Ribeiro Costa, que \u00e9 muito conhecido na Bahia, foi agraciado com o t\u00edtulo de presidente de honra do <strong>Centro<\/strong>. Adroaldo Ribeiro Costa foi o primeiro a dar espa\u00e7o acad\u00eamico para os trabalhos do <strong>Centro<\/strong>. Em 1971, na Biblioteca Central do Estado, o tema da mostra foi &#8220;Os Quadrinhos no Mundo&#8221;. No ano seguinte, foi lan\u00e7ada a mostra &#8220;Os Quadrinhos no Brasil&#8221;, tamb\u00e9m na Biblioteca Central. Em 1976, no Instituto Cultural Brasil Alemanha &#8211; ICBA , o <strong>Centro<\/strong> lan\u00e7ou  &#8220;Quadrinhos Baianos&#8221;.<\/p>\n<p><figure>\n<center><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/283838108-278d20ae-bcd6-48ab-9e8c-11903bdcc42f.jpg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\"><strong>Sidney Falc\u00e3o<\/strong>. Bacharel em Artes Pl\u00e1sticas pela UFBa, ilustrador, arte finalista e quadrinhista. Foi chargista do jornal <em>Correio da Bahia<\/em> e do <em>Grupo Metr\u00f3pole de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em>. Trabalhou por dez anos como desenhista da equipe do Est\u00fadio Cedraz. Participou de v\u00e1rios sal\u00f5es de humor no Brasil e no exterior. Foto: Clara Cerqueira<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure>\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na primeira metade da d\u00e9cada de 70, qualquer aficionado por quadrinhos sabia da exist\u00eancia do fanzine baiano <em>Na Era dos Quadrinhos<\/em>. Apesar de ter \u201cagitado\u201d as se\u00e7\u00f5es de cartas das principais revistas de quadrinhos nos cinco anos em que circulou, <em>Na Era dos Quadrinhos<\/em> \u201cdesapareceu\u201d da hist\u00f3ria dos zines brasileiros \u2013 certamente pela \u201cdist\u00e2ncia\u201d da Bahia em rela\u00e7\u00e3o aos principais polos editores. Foi com o <em>Na Era<\/em> que surgiram as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es conscientes no sentido de se construir uma HQ autenticamente nacional \u2013 e popular. O quadrinho baiano tomou f\u00f4lego com o surgimento do tabloide <em>A Coisa<\/em> no jornal Tribuna da Bahia em agosto de 1975. <em>A Coisa<\/em> foi um seguimento natural do <em>Na Era<\/em>. Em pouco tempo o suplemento semanal <em>A Coisa<\/em> revelou novos cartunistas e desenhistas de quadrinhos. Por enfrentar diversos problemas com a censura e por motivos internos do jornal, <em>A Coisa<\/em> foi reduzida a uma p\u00e1gina, at\u00e9 sumir em mar\u00e7o de 1976. Sa\u00edram 32 n\u00fameros com muito humor, quadrinhos e informa\u00e7\u00f5es. <em>A Coisa<\/em> durou oito meses, tempo suficiente para a reuni\u00e3o dos cartunistas e discuss\u00e3o de novas ideias e projetos. Em junho de 1976 surgiu o nanico <em>Coisa Nostra<\/em> com texto, cartuns e quadrinhos. O importante \u2013 diziam os editores \u2013 \u2018\u00e9 que o riso n\u00e3o fique na boca. Ele tem de dar uma chegadinha na consci\u00eancia\u2019. <em>Coisa Nostra<\/em> durou apenas quatro n\u00fameros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Al\u00e9m de <a href=\"https:\/\/www.editoranoir.com.br\/repare-so-uma-historia-dos-quadrinhos-na-bahia\"><em>Repare S\u00f3! Uma hist\u00f3ria dos quadrinhos na Bahia<\/em><\/a>, Gutemberg lan\u00e7ou <a href=\"https:\/\/www.editoranoir.com.br\/n-0047\"><em>Tra\u00e7os da Diversidade. De J.Carlos a Laerte<\/em><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.editoranoir.com.br\/n-0038\"><em>Grande dicion\u00e1rio do quadrinho brasileiro<\/em><\/a>, que \u00e9 o resultado de uma vida inteira de pesquisador e do ac\u00famulo de conhecimento em torno do assunto.<\/p>\n<p><figure>\n<center><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/user-images.githubusercontent.com\/79371444\/283568411-f1bff37d-0235-4000-8c4a-4191373daa76.jpeg\"><\/p><figcaption>\n<p style=\"text-align:center;font-size:12px;font-style:italic\"> <em>Repare s\u00f3!: uma hist\u00f3ria dos quadrinhos na Bahia<\/em>, de Gutemberg Cruz<\/p>\n<\/figcaption><p><\/center><\/figure><\/p>\n<h3 class=\"modern-footnotes-list-heading modern-footnotes-list-heading--hide-for-print\">Notas<\/h3><ul class=\"modern-footnotes-list modern-footnotes-list--hide-for-print\"><li><span>1<\/span><div>Legendas com base em informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis na exposi\u00e7\u00e3o Humor Gr\u00e1fico na Bahia.<\/div><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo, o jornalista e pesquisador Gutemberg Cruz nos oferece uma vis\u00e3o hist\u00f3rica e bastante atual da produ\u00e7\u00e3o de artes gr\u00e1ficas na Bahia. Usando como gancho principal o tema da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Humor Gr\u00e1fico\u00a0na\u00a0Bahia&#8221;, idealizada por ele em comemora\u00e7\u00e3o ao anivers\u00e1rio de 138 anos da primeira hist\u00f3ria sequencial publicada no estado, ele tamb\u00e9m nos apresenta artistas e obras de diversos per\u00edodos e vertentes &#8211; quadrinhos, cartuns, charges e caricaturas.<span>&#91;&#8230;&#93;<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":3005,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_FSMCFIC_featured_image_caption":"","_FSMCFIC_featured_image_nocaption":"","_FSMCFIC_featured_image_hide":"","footnotes":""},"categories":[4,48,139],"tags":[232,167,233,229,231,63,230],"class_list":["post-3001","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-cultura","category-midias","tag-artes-graficas","tag-bahia","tag-caricatura","tag-gutemberg-cruz","tag-historia","tag-politica","tag-quadrinhos"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3001","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3001"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3001\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3011,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3001\/revisions\/3011"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3005"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.sens-public.org\/coletivobrasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}